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Futebol

06/10 - 17:50

Felipão usa Cristiano Ronaldo como exemplo e prega educação tática
Treinador afirma que é necessário que todos os jogadores tenham consciência na marcação dos adversários

Danilo Lavieri, iG São Paulo

Felipão já deixou bem claro que tenta impor seu estilo de jogo e que quem não se encaixar nisso vai acabar fora do time. E para servir de exemplo de educação tática a seus jogadores, o treinador usou um nome mundialmente famoso: Cristiano Ronaldo.

O técnico disse que não dá para considerar que o português seja referência na marcação, mas disse que ele aprendeu que é impossível um jogador ficar focado apenas na parte ofensiva do time.

"Ele mudou um pouco em relação a isso. Com o tempo, ele aprendeu que precisava marcar os adversários às vezes. Quem ensinou isso foi o Alex Ferguson. E o Cristiano conseguiu se adaptar por querer crescer, por querer evoluir. As pessoas que querem subir de produção se dedicam bastante. Ao contrário do que dizem, ele não é marrento, ele se dedica muito após o treino", afirmou o treinador, que disse que o ex-melhor do mundo tem academia dentro de casa para melhorar o físico.

Dentro do seu time, o outro exmeplo é Marcos Assunção. Felipão disse que o experiente volante sempre quis fazer a diferença para o lado positivo. Justamente por isso, ele afirmou que não se importa em cobrar minuto a minuto as mudanças de seus atletas e não teme que a atitude seja taxada de algo vindo de um sargento.

Perguntado sobre a possibilidade de escalar Valdivia e Lincoln juntos, Felipão voltou a mostrar que se preocupa com a parte defensiva antes de escalar a dupla como titular.

"Quando eu tiver oportunidade, quando eu puder treinar, quando eu puder me adaptar a uma situação em que os jogadores de qualidade técnica possam jogar juntos, eu vou colocar. Mas eu entendo que ainda não pode. A gente precisa arriscar, mas precisamos arriscar dentro das limitações dos jogadores que nós temos. Não adianta querer colocar uma característica diferente em um jogador em 15 ou 20 dias", disse Felipão, que completou.

"Não é difícil cobrar o jogador para que ele melhore. O difícil é o jogador que já é consagrado não querer ter essa característica. Isso é só com o passar do tempo que eles percebem que isso vai ser bom para o time e que ele precisa acrescentar essa característica. Claro que ele vai perder um pouco do seu estilo, mas faz parte do jogo. Ou fica adaptado ou fica mais no banco de reservas", finalizou.

Sobre a mudança no esquema de jogo para o duelo desta quinta-feira contra o Avaí, o treinador preferiu não revelar quem vai jogar e ainda afirmou que não vai cair na pressão imposta pela torcida ou pela imprensa para fazer mudanças no time.


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