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Futebol

05/10 - 07:30

Argentinos se destacam no Brasil e podem abrir mercado para seus compatriotas
Com o sucesso de Conca, D’Alessandro e Montillo, mais estrangeiros sul-americanos podem pintar no Brasil em 2011. Veja algumas opções que brilham nos em gramados vizinhos

Allan Brito, iG São Paulo

Darío Conca, Andrés D'Alessandro e Walter Montillo são três dos principais jogadores do Campeonato Brasileiro de 2010. A ótima fase desses jogadores pode abrir de vez o mercado brasileiro para a contratação de mais argentinos, ou até para outros sul-americanos. Não faltam opções de bons jogadores nos países vizinhos, e os clubes brasileiros devem ficar de olho nisso.
 
Times do mundo inteiro já perceberam isso. De acordo com uma pesquisa recente da consultoria Euroamericas, após mais de dez anos como maior exportador mundial de jogadores, o Brasil foi superado pela Argentina. Daqui saíram 1.443 atletas em 2009, enquanto do lado de lá foram negociados 1.716 argentinos.

Enquanto eles conquistam o mundo, por aqui o sucesso não é tão grande, apesar da maioria dos times do Brasileirão já terem estrangeiros em seus elencos. Acontece que jogadores da Argentina, por exemplo, ainda podem ser vistos com certo receio em clubes brasileiros, até porque nem todos dão certo quando chegam aqui. Atualmente, Matías Defederico, meia apontado como “novo Messi” após ser campeão argentino pelo Huracán, em 2009, é o principal exemplo de alguém que não se adaptou ao futebol brasileiro.
 
Porém, há anos alguns sul-americanos foram fundamentais em times brasileiros: nas décadas de 40 e 50, era dificil encontrar um clube brasileiro que não tivesse algum argentino. Raimondo Orsi (Flamengo), Ramón Roque Rafanelli (Vasco), Antonio Sastre e José Poy (ambos do São Paulo) foram alguns que se destacaram nessa época.
 
Anos depois, durante a década de 70, foi a vez de outros argentinos roubarem a cena, como Roberto Perfumo (Cruzeiro), Ramos Delgado e Agustín Cejas (ambos do Santos). Posteriormente, é possível ainda lembrar de Juan Pablo Sorín (Cruzeiro) e Carlos Tevez (Corinthians).

Getty Images
Tevez virou ídolo do Corinthians com o título brasileiro conquistado em 2005

Agora é o momento de Conca, D'Alessandro e Montillo. O primeiro, trazido ao Brasil pelo Vasco em 2007, foi contratado pelo Fluminense em 2009 e já virou ídolo da torcida. O segundo saiu do San Lorenzo em 2008 e já foi campeão da Copa Sul-Americana, do Campeonato Gaúcho e da Copa Libertadores pelo Inter. Já Montillo é uma contratação mais recente, mas que rapidamente virou o principal armador do Cruzeiro.
 
E o talento importado não se restringe à Argentina. Os sucessos recentes do chileno Jorge Valdívia e dos uruguaios Diego Lugano e Loco Abreu podem influenciar para abrir o mercado brasileiro para atletas de outros países. Veja abaixo algumas das opções que para os times brasileiros em 2011, já que o mercado, na atual temporada, está fechado.
 
Maximiliano Moralez (M - Vélez Sarzfield) - Apelidado de "Frasquito" por causa de seu tamanho (1,60m), Moralez é mais uma prova de que força física não é tudo no futebol. Com o Veléz em comemorações por seu centenário, Moralez está sob pressão, já que é o cérebro do time. A princípio, ele tem mostrado que pode dar conta do recado: o Vélez está na vice-liderança do Apertura de 2010, brigando pelo título com o Estudiantes.

Veja vídeo com lances de Moralez, que faz até gol de cabeça 


Enzo Pérez (M - Estudiantes) - Suas atuações de destaque nas boas campanhas recentes do Estudiantes, tanto na Copa Libertadores quanto em competições nacionais, já fizeram com o Benfica se interessasse por ele, de acordo com a imprensa portuguesa. Enquanto não há proposta oficial da Europa, o River Plate também deseja contratá-lo, mas times brasileiros ainda podem entrar nessa disputa.
 
Mauro Formica (M - Newell's Old Boys) - Já tem relações com o Brasil. Primeiramente, pelo estilo de seu futebol, que é de velocidade e o faz ser comparado a Kaká. Além disso, ele já foi especulado no Grêmio, que teria sondado o jogador no meio do ano. A transferência não aconteceu, mas Formica tem histórico e qualidade para voltar a ser alvo de times brasileiros em breve.
 
Diego Buonanotte (M - River Plate) - É outro baixinho (1,57m) que tem superado qualquer limitação física com habilidade e velocidade. Tem apenas 22 anos e recuperou-se recentemente de um acidente automobilístico, no qual ficou traumatizado e causou comoção nacional pela morte de três pessoas próximas a ele. Após essa tragédia, ele ficou longe dos gramados por seis meses. Agora ele já voltou a atuar em bom nível e, com passagens por categorias de base da seleção argentino, tendo disputado a Olimpíada de Pequim, é extremamente valorizado em seu país. Ou seja, não seria fácil contratá-lo.

Veja lances de Buonanotte, inclusive um belo drible que ele aplica durante um clássico contra o Boca Juniors


 
David Ramírez (M - Godoy Cruz) - Aos 29 anos, é o principal jogador de uma das surpresas do Apertura 2010. O Godoy tem apresentado um futebol bonito, e um dos responsáveis por isso é Ramírez. Trata-se de um meia clássico, armador de jogadas que já foi até comparado a Riquelme, mas que agora tem mostrado também um lado goleador. Junto com Palermo, do Boca Juniors, ele é o artilheiro do Apertura, com 5 gols.
 
Funes Mori (A - River Plate) - É outro que já estaria nos planos do Benfica. Trata-se de um atacante de apenas 19 anos que foi encontrado através de um programa de televisão, mas já foi muito além da fama passageira. Alto e bom finalizador, tem feito gols em momentos decisivos e atualmente briga pela artilharia do Apertura 2010, com quatro tentos anotados.
 
Lucas Viatri (A - Boca Juniors) - Tido como importante revelação argentina, só agora ele começa a mostrar que pode realmente dar certo. Especula-se que o Boca já recusou propostas milionárias da Europa por Viatri. Isso pode indicar uma dificuldade extra para que os times brasieiros contem com esse atacante de 23 anos, que tem força física e faro de gol. É comparado, inclusive, a Martín Palermo.

Veja gols de Viatri e repare em sua capacidade finalização


Juan Manuel Martínez (A - Vélez Sarzfield) - Desde quando jogava nas categorias de base do Vélez, já foi comparado a Ariel Ortega, e por isso também é chamado de "Burrito". No entanto, ele joga mais avançado do que seu xará de apelido. É um atacante de boa movimentação que participou de dois títulos nacionais do seu time recentemente, um em 2005 e outro em 2009.
 
Agustín Marchesín (G - Lanús) - Passou a ganhar ainda mais respeito e admiração na Argentina desde que foi convocado para a seleção recentemente, para o amistoso contra a Espanha. Ele tem apenas 22 anos, mas rapidamente ganhou espaço no Lanús e já é visto como possível solução para uma posição na qual os argentinos não costumam revelar grandes talentos.
 
Néstor Ortigoza (V - Argentinos Juniors) – O argentino naturalizado paraguaio foi fundamental para o título do seu time no último campeonato nacional da Argentina, o Clausura 2010. Ele disputou a Copa do Mundo pelo Paraguai e viu seus principais companheiros de time serem negociados durante a competição na África do Sul. Agora, ficou com a responsabilidade de ser o principal atleta do seu clube.
 
Além dos argentinos, existem outros sul-americanos que poderiam muito bem reforçar os times brasileiros:
 
Cristóbal Jorquera (M - Colo Colo) - Esse meio-campista chileno de apenas 22 anos foi apontado no seu time, desde 2006, como o substituto de Jorge Valdívia, inclusive pelo próprio meia palmeirense. Mesmo com essa pressão recebida aos 18 anos, ele evoluiu, passou por outros clubes, já foi campeão nacional três vezes e tem mostrado talento para brilhar fora do Chile. Resta saber se seguirá os passos de Valdívia, vindo para o Brasil em breve.
 
Macnelly Torres (M - Colo Colo) - Desde que se destacou na Libertadores de 2009, o colombiano virou alvo constante dos times brasileiros, mas por enquanto nenhum conseguiu tirá-lo do Chile. Lá, é um dos principais jogadores do Colo Colo, com seu futebol de passes precisos e boa visão de jogo.

Veja um vídeo com destaque para bons passes feitos por Torres


Jaime Castrillón (M - Once Caldas) - O "Bestia Negra" é um colombiano de 27 anos que costuma defender a seleção do seu país e conseguiu fazer bons jogos na Libertadores de 2010. Meia-atacante, tem como pontos fortes o bom cabeceio e o poder de finalização.
 
Arévalo Ríos (V - Peñarol) - Pequeno, porém rápido e forte. Com essas características, Arévalo se firmou como titular da seleção uruguaia na Copa do Mundo de 2010, participando assim da surpreendente campanha da Celeste na África do Sul. É um volante que sai pouco para o jogo, mas sabe desarmar e fazer o simples em campo.
 
Mauricio Victorino (Z - Universidad do Chile) - A tradição do Uruguai em revelar bons talentos para a defesa, inclusive com jogadores de passagem marcante por times do Brasil, segue firme. Victorino, que também participou da Copa de 2010, não é exatamente uma revelação, pois já tem 27 anos, mas poderia ser um herdeiro digno de De León, Darío Pereyra e Lugano.


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Meia argentino é o capitão e principal destaque do líder do Campeonato Brasileiro no momento

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