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01/10 - 08:00

Felipão luta contra péssimo histórico em pontos corridos
Treinador tem 16 títulos na carreira, sendo que 15 foram conquistados no sistema de mata-mata

Danilo Lavieri, iG São Paulo

O desempenho de Luiz Felipe Scolari começa a melhorar no Palmeiras e, com o 8º lugar provisório, chega perto do que o treinador costuma alcançar durante sua carreira. Famoso pelos títulos e até pela conquista da Copa do Mundo com o Brasil em 2002, o técnico não acumula grande sucessos quando a fórmula de disputa é a de pontos corridos.

Dos 16 títulos que soma na carreira, apenas um foi conquistado jogando com a fórmula que domina o Campeonato Brasileiro atualmente: o Nacional do Uzbequistão em 2009, quando levou o Bunyodkor ao título de forma invicta. Antes, foram 15 títulos, todos com alguma forma de mata-mata.

Copa do Brasil com o Grêmio em 1994, e com o Palmeiras em 1998, a Taça Libertadores conquistada com o time paulista em 1999 e a com os gaúchos em 1995 e todas as outras competições que deram fama a Felipão foram conquistadas em sistema de eliminação, caracterizando o aspecto emocional, considerado o forte do treinador.

Como o sistema mata-mata não é mais usado no Brasileirão, o torcedor palmeirense deveria se apegar a Copa Sul-Americana para ter chances de título. Pelo menos é o que mostra as estatísticas de Felipão, que acumulam uma campanha apenas regular na primeira fase de competições mistas e um bom desempenho quando ela passa a ser eliminatória.

No Brasileiro de 1993, o treinador levou o Grêmio ao 4º lugar do seu grupo, atrás de Palmeiras, Santos e Guarani. A colocação não permitiu que o time avançasse para a fase mata-mata. No ano seguinte, a classificação mais uma vez mediana, com um terceiro lugar de seis competidores. A mesma posição se repetiu na fase seguinte, mas agora com oito concorrentes ainda no sistema todos contra todos.

Em 1995, mais um sistema de pontos corridos e o fraco 7º lugar da equipe gaúcha entre 12 participantes. Em 1996, o título veio justamente no mata-mata. Depois do Grêmio ficar apenas em 6º no Brasileirão, as eliminatórias garantiram o título aos comandados de Felipão.

Desempenho médio seguiu com Palmeiras e Cruzeiro

Em 1997, na sua estreia em Brasileirão pelo Palmeiras, Felipão chegou novamente na 7ª colocação. Com a classificação garantida dos oito primeiros, o sistema de mata-mata trouxe, mais uma vez, bons resultados ao treinador. O vice-campeonato daquele ano ficou bem visto, apesar do pouco tempo de trabalho no Palestra Itália.

Em 1998, ficou na 2ª colocação, um bom resultado, mesmo com o sistema de pontos corridos. Como o ano era de exceção, Felipão caiu justamente no primeiro mata-mata, contra o Cruzeiro. Em 1999, o 10º lugar representou uma campanha fraca no Nacional, mas também influenciada pela conquista do título da Libertadores.

No seu último trabalho em time brasileiro antes do retorno em 2010, Felipão ficou como vice-líder na fase de todos contra todos, mas acabou caindo com o Cruzeiro diante do Vasco, no ano em que a bagunça da Copa João Havelange foi marcante.

Seleções também servem de exemplo

Felipão pegou o trabalho na seleção brasileira no meio do caminho e conseguiu a vaga nas eliminatórias da Copa de 2002 com um terceiro lugar. Na primeira fase do Mundial, pegou adversários fracos e se classificou sem problemas. No mata-mata, mostrou o seu poder de fogo e levou a seleção ao pentacampeonato.

No Kuwait também foi campeão uma vez no sistema de Copa. Em 1990, o treinador levantou a taça da Copa da Ásia.


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