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Futebol

24/09 - 07:01

Empresário tenta convencer Rafinha a não desistir da carreira e manda DVD para o Sudão
Pérsio Rainho, ex-diretor do São Paulo, retoma contato com o volante e conversa com amigo no país africano para colocá-lo em clube indefinido

Marcel Rizzo, enviado iG a Mirassol

O DVD com as jogadas de Rafinha foi parar no Sudão. Pérsio Rainho, ex-diretor do São Paulo que ainda tenta convencer o garoto a permanecer no futebol, enviou o currículo do jogador para um amigo brasileiro que trabalha como técnico no pobre país africano.

“O futebol do Sudão está começando ainda, é bem fraco. Mas eles pagam relativamente mais do que um jogador recebe no Brasil em time de segunda ou terceira divisão. Acho que se der certo ele pode receber entre 5 e 10 mil dólares (R$ 8,5 mil a R$ 17 mil)”, disse Rainho ao iG. O Sudão aparece na 101ª colocação no ranking Fifa.

Marcel Rizzo
Rafinha no campinho no qual deu os primeiros chutes em Mirassol

Rafinha não se empolgou com a possibilidade. “O Pérsio me falou sobre um país na África, nem lembro o nome. Sudão, né? Dependendo do dinheiro, eu veria, não sei”, disse.

Em abril, quando Rafinha deixou Toledo, Rainho disse que tinha conseguido para ele um teste no São Caetano, também por meio de um amigo. O ex-dirigente são-paulino reclamou então que perdeu contato com o jogador e não conseguiu contatá-lo a tempo de ir ao ABC treinar.

“Se não der certo na África, podemos esperar janeiro e ver se aparece alguma possibilidade no Brasil mesmo. Os estaduais vão estar começando, e os times, precisando de jogadores. Acho uma pena um jogador tão jovem como ele parar agora. Ele tem potencial, tem que continuar na carreira”.

Em forma Rafinha está. Não engordou, como muitos jogadores que param de treinar diariamente. O tornozelo operado, segundo ele, não dói mais, resultado da fisioterapia que fez (em que pagou do próprio bolso). Duas vezes por semana pelo menos participa de partidas amadoras em Mirassol. “Jogo futsal, para lembrar os velhos tempos, e um campeonato em campo reduzido. Futebol de campo mesmo faz tempo que não jogo, mas isso a gente não esquece, né”.

Ao lado da casa dos pais em Mirassol, um campinho de terra chamou a atenção da reportagem quando chegava de carro. Foi ali que Rafinha brincou pela prima vez com bola, nos anos 90. Enquanto dava a entrevista, garotos de 14 e 15 anos disputavam uma “pelada”. Rafinha fez questão de posar para fotos no campinho, fazendo embaixadinhas.

“Mas só tira a foto se eu estiver com a bola no pé, não tira com a bola caindo, não”. Mesmo ex-jogador (pelo menos por enquanto), ele não perde a vaidade com a bola nos pés.

Veja o vídeo com as jogadas de Rafinha que foi para o Sudão:


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