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Futebol

19/09 - 19:21, atualizada às 07:42 20/09

Felipão fala em perseguição da arbitragem e ganha apoio da diretoria
Expulso ainda no primeiro tempo, treinador fica revoltado com atuação do juiz no clássico contra o São Paulo. Assista ao vídeo abaixo 

Bruno Winckler e Danilo Lavieri, iG São Paulo

Luiz Felipe Scolari coloca em dúvida a isenção da arbitragem de São Paulo. O técnico do Palmeiras foi expulso mais uma vez, agora no clássico contra o São Paulo, e ficou revoltado com a atitude do juiz José Henrique de Carvalho, levantando a possibilidade de estar sendo perseguido pelos árbitros.

O treinador afirmou que conversava com seus jogadores e que não  reclamava diretamente com o árbitro. Alguns repórteres que estavam  do lado do treinador confirmaram que Felipão dirigia a palavra ao árbitro de forma indireta, mandando um recado para Tadeu.

"Falei para o Tadeu pedir para o árbitro contar 11 metros. Disse que até meu filho de cinco anos poderia contar a distância. Está na hora de alguém de vocês [imprensa] levantar o microfone e dizer que eu estou sendo perseguido. Vai começar a ficar de um jeito que eu não posso ficar na beira do campo, pois tudo o que faço é errado. Está na hora de acabar com isso. Agora vou ter de responder mais uma vez sobre essa expulsão, me defender de novo. Será que técnicos e jogadores também podem fazer protestos contra bandeira e árbitro? Existe pena para eles? José Henrique não apitava jogos do Palmeiras há quase dois anos. Alguma coisa tem", indagou Felipão.

O treinador também afirmou que estuda uma possibilidade de formalizar sua revolta contra a arbitragem. Ele levantou, inclusive, a possibilidade de treinar seu time da arquibancada, para evitar problemas.

"Gostaria de ver se o tribunal vai solicitar a presença de outras pessoas, inclusive a do bandeira. Vamos ver o que ele vai escrever na súmula. Eu só quero saber o que pode ser feito em relação ao meu julgamento e ao de outras pessoas. Tivémos até reunião na Federação Paulista de Futebol para ajudar na arbitragem. Mas tem horas que é impossível. Vou conversar com meu departamento para ver o que é possível fazer. Até que é uma ideia dirigir o time da arquibancada", disse Felipão.

Apesar de todas as críticas, o treinador disse que a responsabilidade da vitória são-paulina é exclusivamente da qualidade. Além disso, ele afirmou que a sua expulsão não mudou o possível resultado do jogo. "Não foi o árbitro que marcou os gols. Eles [jogadores do São Paulo] tiveram qualidade para marcar os gols. E também não foi a minha presença ou não ali no banco que modificou qualquer coisa", finalizou.

Vídeo: Veja declaração do técnico 


Diretoria dá apoio a Felipão
Gilberto Cipullo, dirigente do Palmeiras, também falou sobre a arbitragem do clássico. Ele fez coro a Felipão e deu apoio total para o comandante de seu time.

"Obviamente, todo mundo viu que a arbitragem foi muito ruim. O Palmeiras se sente prejudicado com isso. Especialmente pelo o que aconteceu com o nosso treinador. Pelos relatos que eu recebi, a imprensa é unânime, viu que não houve ofensa nenhuma. Houve uma punição absolutamente absurda em relação ao Felipe. Sem querer tirar os méritos do São Paulo, o Palmeiras se sente, sim, prejudicado pela arbitragem", disse Cipullo, que completou:

"O árbitro teve critérios absolutamente diferentes. Claramente ele não
manteve a distância regular e faltas fora da zona de perigo, que eu tenho de lamentar. Fomos prejudicados na falta de cartões amarelos. Em duas oportunidades o juiz parou o jogo em momento que partíamos
para o contra-ataque. Muito ruim e vamos estudar as medidas que podem ser tomadas. Em uma partida como essa, não podemos ter arbitragem desse nível", finalizou.


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Técnico questiona expulsão
"Está na hora de alguém da imprensa levantar o microfone e dizer que eu estou sendo perseguido"

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