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10/09 - 18:11

A faturada do ministro do Esporte no contrato do estádio do Corinthians

Orlando Silva assinou como testemunha o acordo, aprovado na quinta pelo Conselho do Corinthians, entre o clube e a Odebrecht para construção do estádio em Itaquera

Marcel Rizzo, iG São Paulo

O pré-contrato assinado entre as diretorias de Corinthians e Odebrecht para a construção de um estádio em Itaquera, zona Leste de São Paulo, tem a assinatura como uma das testemunhas do ministro do Esporte, Orlando Silva Jr. O acordo foi firmado em 31 de agosto, no Parque São Jorge, pouco antes do evento do Clube dos 13 que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O documento serve para que as duas partes (clube e construtora) cumpram exigências para que possam firmar o contrato, em janeiro de 2011. É uma daquelas situações na qual, quando tudo dá certo, o ministro garante uma faturada política. No caso, ao aparecer, como coadjuvante, na realização do velho sonho: a do estádio da maior torcida de São Paulo.

Segundo Márcia Gomes, assessora de Orlando Silva, o pedido para assinar como testemunha foi do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. “O ministro fez uma gentileza. Ele foi ao clube aquele dia acompanhar o presidente Lula e, como estava próximo no momento da assinatura, o Andrés (Sanchez) pediu para que fosse uma das testemunhas”, disse Márcia Gomes.

O Corinthians, por meio da assessoria, diz que qualquer pessoa poderia ter assinado como testemunha, já que este indivíduo não tem vínculo algum com o contrato. A idéia inicial do clube era realizar o ato de assinatura publicamente, no Vale do Anhangabaú e na frente dos torcedores, no ato chamado “Show da Virada” (o clube completou 100 anos no dia 1° de setembro). Havia esperança até de que Lula pudesse ser uma testemunha, mas o presidente optou por não ir à festa.

Orlando Silva é um entusiasta do estádio corintiano como opção para abrir a Copa do Mundo de 2014. Logo depois do COL (Comitê Organizador Local) e do governo paulista anunciarem que o projeto em Itaquera foi o escolhido para o jogo inaugural do Mundial, Silva disse que o Corinthians “salvou a Copa do Mundo”.

A construtora assumirá empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico), segundo conta no termo assinado no valor de R$ 335 milhões, e construirá um estádio para 48 mil espectadores. Em troca, terá direito ao valor recebido pelo “naming  rights”, o nome vendido a uma empresa. A diretoria de marketing do Corinthians avaliou o produto em R$ 335 milhões, mas se for menos a diferença para a construtora será paga pelo clube.

O documento
Para ser assinado o contrato em janeiro de 2011, Corinthians e Odebrecht tem algumas obrigações que constam no termo já assinado. O clube, por exemplo, é o responsável por conseguir as licenças na Prefeitura da capital. A construtora de ter aprovado o financiamento de R$ 335 milhões, com carência de três anos para pagar e entre dez e 15 para pagar (isso ainda será negociado).

“O que foi assinado foi um acordo de intenções. Se cada parte cumprir a sua, o contrato é assinado no começo de 2011. Os principais detalhes foram os divulgados pelos dirigentes à imprensa”, disse Sérgio Alvarenga, diretor jurídico do Corinthians. Na noite da quinta-feira, 9 de setembro, o Conselho de Orientação (Cori) do Corinthians aprovou por unanimidade o termo assinado. Até mesmo conselheiros oposicionistas, como o presidente do Cori, Antonio Roque Citadini, votaram a favor do projeto.


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AE

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