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Futebol

09/09 - 09:31

Internacional organiza a maior eleição do futebol brasileiro
Clube terá 57 mil sócios com direito a voto e até torcedor que mora em Moscou ou em Nova York poderá participar

Altair Santos, especial para o iG

De dois em dois anos, o Internacional promove eleições presidenciais. Em 4 dezembro deste ano, o presidente Vitorio Piffero será substituído. Como já está em seu segundo mandato, o dirigente não poderá se reeleger novamente. Isso não significa que a situação deixará de comandar o clube. Por causa da boa fase do Inter dentro e fora de campo, é quase consenso que um nome do grupo de Piffero e Fernando Carvalho será aclamado. O sucessor deve ser confirmado até outubro. Se houver um opositor, ele terá de trabalhar duro para reverter a tendência atual. Simplesmente terá de convencer a metade mais um de 57.453 sócios com direito a voto. Isso torna o Internacional o dono da maior eleição que já houve em um clube brasileiro.

Se fosse um município do Rio Grande do Sul, o Inter teria o 27º maior colégio eleitoral do Estado. O volume de sócios com direito a voto garante um recorde ao clube, mas também exige uma logística capaz de impressionar qualquer tribunal eleitoral. Como boa parte dos votantes não reside em Porto Alegre, o Internacional adotou o chamado “voto por correspondência”. Assim, até quem mora fora do país poderá participar do pleito, desde que esteja com suas obrigações em dia até o mês anterior ao da votação. “Estamos sendo pioneiros, pois até sócios que moram na Rússia, em Nova York ou Miami poderão votar”, explica Luciano Busatto Davi, presidente do conselho deliberativo do Internacional.

Em 2012, quando ocorrer nova eleição no clube, a logística será ainda mais exigente. Afinal, todos os atuais 108 mil sócios terão direito a voto. O estatuto do clube define que tem direito a votar e a ser votado o torcedor associado até dois anos antes da data da eleição. No caso, os 57 mil credenciados são os que se associaram até dezembro de 2008. Os que moram fora de Porto Alegre e da região metropolitana da capital gaúcha vão começar a receber, a partir de 10 de novembro, um envelope com uma cédula para votar para presidente e para a renovação de 150 cadeiras do conselho deliberativo. “Ele terá um prazo de 20 dias para nos reenviar a correspondência com o voto, que deve chegar ao Beira-Rio até o dia 1º de dezembro”, explica Busatto.

Tradicionalmente, o Internacional realiza eleições no dia 15 de dezembro, celebrando uma espécie de fechamento da temporada. Neste ano, o pleito foi antecipado por causa do Mundial de Abu Dhabi, que vai de 8 a 18 de dezembro. Assim, o clube viajará para disputar o bi mundial já sabendo qual será o novo presidente eleito. Os nomes dos candidatos ainda não foram escolhidos, mas o presidente do conselho deliberativo avalia que o desafio do eleito será grande. “Ele terá que manter o Inter como o maior clube com quadro social e com o segundo maior faturamento do Brasil, pelo menos. Será um desafio e tanto manter o Inter nesse patamar e tornar o clube internacionalmente conhecido pelo mundo inteiro”, diz.

Veja o calendário das eleições no Inter:

4/11
Primeiro turno de inscrição das chapas, onde só participam os conselheiros. Eles vão avalizar os nomes que vão encabeçar as chapas.

10/11
Segundo turno de inscrição das chapas, onde serão escolhido os 150 nomes que irão renovar o conselho.

4/12
Eleição do presidente e dos conselheiros, com a participação dos votos dos conselheiros e dos 57.453 sócios.


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Vitorio Piffero
Presidente será substituído em eleições no final deste ano, depois do segundo mandato

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