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Futebol

02/09 - 07:30

Inter ainda cogita reforços para o Mundial e não descarta Brasileirão
Clube vê competição nacional como boa preparação para jogar em Abu Dhabi e descarta saída de peças importantes até o final deste ano

Altair Santos, especial para o iG

Quem imaginava que o Internacional sofreria uma operação desmonte após a conquista da Libertadores enganou-se. A venda do atacante Taison ao Metalist, da Ucrânia, por R$ 13,4 milhões, e a liberação do zagueiro Fabiano Eller para o futebol do Catar são consideradas pela diretoria exceções à política que o clube irá perseguir até o Mundial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em dezembro. “A princípio, o Internacional estabelece a regra de que não negocia mais ninguém até a virada do ano”, diz o diretor-executivo Nilton Drummond.
 
A contratação do atacante Ilan, que estava no West Ham, da Inglaterra, é outro sinal de que o Internacional está mais para se reforçar do que para se enfraquecer. “O clube tem que agregar valores novos no seu grupo para que mantenha a qualidade necessária para o Campeonato Brasileiro e para o Mundial. Se abrimos mão de um jogador de qualidade, como o Taison, fomos buscar outro do mesmo nível”, afirma Drummond, que cogita buscar mais reforços. “Até o Mundial a estrada ainda é longa. Até lá, podemos fazer algum desvio, buscar alternativas diferentes para o elenco”.

Outra decisão do Internacional é que o Campeonato Brasileiro não será menosprezado em função do Mundial de interclubes. Sobretudo porque o clube completou 30 anos sem vencer a competição. “Nós entendemos que a melhor preparação para o Mundial é disputar o Campeonato Brasileiro com o objetivo de conquistá-lo”, diz Drummond, que completa: “Temos que ter isso em mente, temos que ter este foco. O foco é buscar o título brasileiro e, consequentemente, se preparar para o Mundial.”
 
Drummond avalia que, apesar de o Fluminense ter disparado na liderança, o Internacional tem condições de tirar a diferença. O que motiva a diretoria a pensar assim é o momento do clube. “Futebol não é magia. Futebol é determinação, é trabalho, é foco e é conhecimento do mercado. Por isso, o Internacional vive momento semelhante ao da década de 1940, com o Rolo Compressor, e dos anos 1970, quando foi tricampeão nacional. E para cada momento o Internacional tinha um tamanho. Na época do Rolo, a glória era ser campeão gaúcho várias vezes. Nos tempos do tri brasileiro, ser campeão brasileiro era o máximo. Agora, com o mundo globalizado, a meta é conquistar a América e o mundo.” É um sinal de que, mesmo campeão de tudo, o Internacional quer mais.


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Getty Images

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