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Futebol

16/08 - 10:45

Com eleições marcadas, Grêmio vive ebulição política

Clube começa a eleger novo presidente em setembro, mas possibilidade de o rival ganhar a Libertadores precipita processo eleitoral gremista

Altair Santos, especial para o iG

No próximo dia 11 de setembro, o Grêmio começa a eleger seu novo presidente. O pleito, que se dará em quatro etapas, promete ser um dos disputados da história recente do clube. Pelos maus resultados em campo, o atual ocupante do cargo máximo gremista, Duda Kroeff, enfrenta forte oposição. Sobretudo dos sócios-torcedores, que se organizaram em movimentos para conseguir influenciar os conselheiros. Os mais relevantes são o Movimento Grêmio Independente, o Movimento Grêmio Democrático, além do Grêmio Novo e Grêmio Sem Fronteiras.

As eleições no Grêmio terão quatro etapas. No dia 11 de setembro haverá renovação de 50% do conselho deliberativo; dia 8 de outubro, eleição do presidente pelos conselheiros, cujos votos têm maior peso; dia 16 de outubro, eleição do presidente pelos associados; e dia 26 de outubro, eleição do presidente do conselho deliberativo. Pelo desgaste de Duda Kroeff, a situação ainda não decidiu se o presidente concorrerá à reeleição. Sinais recentes demonstram que se tentará um nome de consenso para acalmar a oposição.

Esses sinais foram a demissão do técnico Silas, a demissão do assessor de futebol Luiz Onofre Meira e a contratação de um ídolo gremista, Renato Portaluppi, o Renato Gaúcho, para ser o novo treinador. No dia em que anunciou a volta de Renato, Kroeff fez um discurso conciliador. “É o momento do gremista de verdade. O Grêmio é muito grande”, desabafou o dirigente, que assumiu seu mandato de dois anos, em 2008, com a bandeira de combater as dívidas do clube. “Vamos perseguir o déficit zero. Vamos perseguir esse objetivo, sem prejudicar o futebol”, disse, no discurso de posse.

O problema é que o futebol foi atingido. A ponto de, após a derrota por 2 a 1 para o Fluminense, dia 8 de agosto, os movimentos oposicionistas terem se unido contra a direção do clube. Através de um panfleto distribuído fora do estádio Olímpico, eles expuseram suas bandeiras. “As principais são a profissionalização do clube, democratização e renovação do conselho”, diz Hermes Cardoso Duarte, presidente do Grêmio Sem Fronteiras. 

Já Eduardo Antonini - conselheiro do Grêmio, integrante do Movimento Grêmio Novo e secretário extraordinário da Copa 2014 no Rio Grande do Sul - defende que o clube extinga a cláusula de barreira que limita mudanças no estatuto à aprovação de 30% do conselho pleno. “A ideia é democratizar o clube. Somos a favor de que as eleições aconteçam no interior do Estado, somos a favor que elas aconteçam pela internet”, diz.

Com exceção do Movimento Grêmio Independente, presidido por Milton Camargo, os demais setores da oposição têm um candidato único. Trata-se de Paulo Odone, que presidiu o Grêmio de 2005 a 2008. Atualmente, ele já preside a Grêmio Empreendimentos, que cuida da construção da Arena Grêmio, e é respeitado por devolver o clube à primeira divisão do Brasileiro.

Ou seja, as cartas estão na mesa e o processo político no clube já esquentou. Só falta um detalhe para entrar em ebulição: o Internacional vencer a Libertadores. “Se isso ocorrer, vai aumentar nossa tristeza e a obrigação de retomar o caminho de vitórias”, dispara Antonini. “Evidentemente, uma eventual conquista do Internacional vai refletir fortemente nas eleições do Grêmio”, admite Hermes Cardoso Duarte, dando o tom da campanha.


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Atual presidente admite não concorrer à reeleição na eleição de setembro

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