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Futebol

23/07 - 17:15, atualizada às 20:58 23/07

CBF atrasou negociação com escolhido por ter certeza do "sim"
Segundo Rodrigo Paiva disse a jornalistas durante a semana, o presidente da CBF só conversaria com o eleito no último momento porque sabia que ele aceitaria por ser uma honra dirigir a seleção

Marcel Rizzo, iG São Paulo

Ricardo Teixeira tinha certeza que o técnico escolhido para dirigir a seleção brasileira aceitaria o cargo sem pestanejar. Por isso deixou a negociação para a última hora. Na quarta-feira, durante a reunião no Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista) sobre a Copa do Mundo de 2014, o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, contava que Teixeira ainda não havia conversado com ninguém. Mesmo assim, anunciava para sexta-feira a confirmação do novo treinador. Por quê?

“Porque o presidente (Ricardo Teixeira) sabe que quem convidar deve aceitar, porque é uma honra ser técnico da seleção brasileira. É uma negociação simples”, dizia Paiva, sempre sorrindo.

Muitos jornalistas presentes no evento e que ouviram a frase de Paiva duvidaram que Teixeira ainda não tivesse conversado com o eleito. Mano Menezes, na ocasião considerado o favorito, afirmava, dia sim, dia não, que não tinha recebido ligação. Era verdade.

Porque o primeiro contato que a CBF teve com Muricy Ramalho, o escolhido, aconteceu na noite de quinta-feira, no Maracanã, depois de o Fluminense vencer o Cruzeiro por 1 a 0 e assumir a liderança do Campeonato Brasileiro. Um emissário convidou Muricy para um café no Golf Club, nesta sexta pela manhã.

No encontro, Muricy aceitou comandar a seleção, mas deixou claro: somente se o Fluminense o liberasse. Teixeira deixou o encontro sorrindo e minutos depois deu entrevista para a TV Globo, anunciando o (quase) acerto entre ele e o treinador.

“Sempre foi minha primeira escolha, sempre soube que ele pode fazer o trabalho de renovação nesse processo até 2014. Espero que ele possa confirmar a aceitação dele, tendo em vista o problema do contrato com o Fluminense”, disse Teixeira, que não quis “cravar” a contratação.

Horas depois, soube que Muricy não aceitou rescindir unilateralmente com o Fluminense, apesar de, como disse Paiva dois dias antes, ser "uma honra dirigir a seleção brasileira".

Segundo o colunista da ESPN Brasil Paulo Vinícius Coelho, Muricy foi o quarto treinador a rejeitar um convite para a seleção brasileira. Dino Sani e Oto Glória não quiseram em 1970, antes de Zagallo ser convidado, e Cilinho rejeitou em 1987, cargo aceito por Carlos Alberto Silva.


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AE

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