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Futebol

05/07 - 13:25

Contratação de jogadores estrangeiros bate recorde no Atlético-PR

Entre 2000 e 2010, o Atlético já contratou dois times de estrangeiros, incluindo Guerrón e Federico

Altair Santos, especial para o iG

Ao definir as contratações dos atacantes Freddy Guerrón e Federico Nieto, o Atlético Paranaense acaba de bater um recorde. Pela primeira vez em uma temporada, o clube se reforçou com seis jogadores nascidos em países vizinhos da América do Sul. Entretanto, nem todos os negócios deram certo, tanto que o colombiano Samuel Vanegas e o argentino Javier Toledo já foram dispensados pelo time.

Agora a maior esperança do clube para a sequência do Brasileirão recai sobre o equatoriano Guerrón – campeão da Libertadores 2008 com a LDU. O jogador chega para ocupar no coração dos atleticanos o vácuo deixado pelo colombiano David Ferreira. O meio-campista, atualmente no Dallas, é o sul-americano que melhor atuou no clube. Ele ficou quatro anos no elenco e ajudado a levou o clube ao vice-campeonato da Libertadores, em 2005.

Mas outros estrangeiros também deixaram uma história para contar no gramado da Arena da Baixada. Entre eles, o zagueiro panamenho Baloy, o goleiro colombiano Viáfara – atualmente no Vitória-BA - e o volante colombiano Valencia, recentemente negociado com o Fluminense. A partir deles, o Atlético ganhou confiança em contratar jogadores dos países vizinhos.

A tradição começou em 2000, quando o clube disputou sua primeira Libertadores. Segundo o diretor de futebol do Atlético, Valmor Zimmermann, esses são jogadores que se adaptam ao estilo da equipe atuar. “O Atlético sempre entra em campo valorizando a raça, o espírito de luta e o torcedor gosta de jogadores com esse perfil. Por isso, eles se saem bem aqui”, explica.

Entre 2000 e 2010, o Atlético já contratou dois times de estrangeiros. Foram 22 jogadores, já incluindo Guerrón e Federico. O equatoriano tem uma peculiaridade. Foi o jogador mais caro até agora, já que o clube desembolsou um milhão de euros (R$ 2,8 milhões) ao Getafe, da Espanha. 

Porém, deste verdadeiro elenco de sul-americanos, boa parte teve a contratação anunciada com estardalhaço, mas não vingou. Foi o caso, por exemplo, do peruano Lobaton, na época apontado como uma das promessas do futebol sul-americano. O mesmo ocorreu com o meio-campista paraguaio Julio dos Santos.

Valencia, que atuou três no Atlético-PR, tem uma explicação para os fracassos. “A adaptação ao Brasil às vezes não acontece. Eu e o Ferreira demos sorte, por que quando chegamos já havia outros jogadores estrangeiros no clube e isso nos ajudou”, diz, num portunhol bem compreensivo. O jogador também dá a dica para quem quiser se dar bem no Atlético. “É só jogar com raça”, assegura.

Os estrangeiros que já vestiram a camisa do Atlético
2000
Carlos Nicola, goleiro (Uruguai)
Carlos Flores, meio-campista (Peru)
Abel Lobaton, atacante (Peru)
2002
Ariel Graña, zagueiro (Argentina)
2003
Ronald Raldes, zagueiro (Bolívia)
2005
Marín, lateral-esquerdo (Colômbia)
Ferreira, meio-campista (Colômbia)
Baloy, zagueiro (Panamá)
2006
Sérgio Herrera, atacante (Colômbia)
Paulo Pezzolano, meio-campista (Uruguai)
Navarro Montoya, goleiro (Argentina)
2007
Valencia, volante (Colômbia)
Viáfara, goleiro (Colômbia)
Dayro Moreno, atacante (Colômbia)
2008
Julio dos Santos, meio-campista (Paraguai)
2009
Rodrigo Diaz, atacante (Argentina)
2010
Jorge Serna, atacante (Colômbia)
Samuel Vanegas, zagueiro (Colômbia)
Javier Toledo, atacante (Argentina)
Ivan Gonzáles, atacante (Paraguai)
Freddy Guerrón, atacante (Equador)
Federico Nieto, atacante (Argentina)


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Gazeta Press

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Freddy Guerrón
Atacante estava no Cruzeiro e foi o jogador mais caro até agora entre os estrangeiros no time

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