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23/06 - 18:51

Estudo prevê que Copa 2014 injetará R$ 142 bi no Brasil

Valor é composto pelos investimentos diretos em organização e infraestrutura, somados aos impactos indiretos na produção de bens e serviços

Agência Estado

Os investimentos para a realização da Copa do Mundo de 2014 vão injetar R$ 142,3 bilhões na economia brasileira entre os anos de 2010 e 2014, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira pela consultoria Ernst & Young, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com o estudo, o valor é composto pelos investimentos diretos em organização e infraestrutura (R$ 29,6 bilhões), somados aos impactos indiretos na produção de bens e serviços (R$ 112,7 bilhões).

O levantamento também estima a criação de 3,6 milhões de empregos e um impacto de R$ 63,4 bilhões sobre a renda. Já a arrecadação dos cofres públicos deve ter um adicional de R$ 18,1 bilhões. O impacto dos investimentos nestes quatro anos representa o equivalente a 2,17% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro previsto para 2010.

O setor que deve ser mais beneficiado pela realização do Mundial de 2014 é o da construção civil, cujo aumento de produção é estimado em R$ 8,14 bilhões. O estudo aponta para avanços em outros 24 setores, entre eles os de serviços prestados às empresas (cerca de R$ 7 bilhões adicionais), hotelaria (cerca de R$ 3 bilhões adicionais) e alimentos e bebidas (cerca de R$ 2,5 bilhões a mais).

São Paulo na Copa
O estudo se baseou na realização do Mundial em 12 cidades-sede e desconsiderou a hipótese de São Paulo ou outra cidade ser excluída da competição. Segundo um dos realizadores do levantamento, a Fifa continuará pressionando a capital paulista a cumprir as exigências de infraestrutura, principalmente em relação ao estádio escolhido, mas a decisão final não deve deixar São Paulo de fora.

"Se isso acontecer, aí os investimentos vão sofrer um corte significativo", afirmou José Carlos Pinto, da consultoria Ernst & Young. O município de São Paulo é a terceira cidade que deverá realizar mais investimentos (R$ 1,45 bilhão), atrás apenas de Rio de Janeiro (R$ 1,97 bilhão) e Natal (R$ 1,49 bilhão).


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