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10/06 - 13:06

Coritiba paga o preço do ano do centenário
Clube vai apagando rastros deixados em 6 de dezembro, porém prejuízos da má lembrança sempre vêm à tona

Altair Santos, especial para o iG

Existe a superstição de que clubes em ano de centenário sempre pagam um preço alto pela comemoração da data. Em se tratando do Coritiba, isso é real. O clube completou 100 anos em 2009 e no dia 6 de dezembro foi “presenteado” por sua torcida pela balbúrdia no Couto Pereira. A revolta pelo rebaixamento alviverde resultou em uma conta que, mesmo retornando à elite do futebol nacional em 2011, o Coritiba não conseguirá saldar.

Só o fato de ter de cumprir 10 mandos fora de seu estádio, na Série B do Brasileiro, já representa um prejuízo que pode chegar a R$ 3 milhões. “A ausência da receita que poderia ser gerada pelo público no estádio já projeta um déficit de R$ 2,5 milhões”, calcula o vice-presidente do clube, Vilson Ribeiro de Andrade. Somem-se a isso os prejuízos gerados por não poder explorar outras receitas oriundas de bares, butique do clube e museu.

Na disputa da Série B antes da parada para a Copa do Mundo, o time jogou em Joinville (cidade a 130 km da capital do Paraná) e teve uma média de público do Coritiba foi de 1.942 pagantes. Confrontando com a média história do Coritiba no Couto Pereira, que é sempre entre 10 mil e 11 mil torcedores, significa que o menos de 20% da torcida alviverde segue ao lado do clube enquanto ele estiver exilado de casa.

Apesar do número baixo, a diretoria não critica a torcida. Dirigentes avaliam, sobretudo, que além da punição imposta pelo STJD, a tabela foi cruel com o Coritiba. “Dos 10 jogos da punição, nenhum vai ocorrer sábado. Só jogamos terça e sexta em Joinville. Assim fica difícil até para o associado, que não paga nada para ver a partida, se deslocar até o local, pois no dia seguinte ele tem de trabalhar cedo”, diz o vice-presidente Vilson Ribeiro de Andrade.

A expectativa dos parananeses é que o prejuízo gerado pela punição comece a ser abatido a partir de setembro, quando o Coritiba volta a atuar no Couto Pereira. “Teremos uma demanda reprimida da torcida e nossa média de público, se estivermos bem na tabela, vai rivalizar com a do Bahia”, estima o dirigente. Até lá, o time só tem duas saídas: seguir somando pontos em campo para sustentar a boa campanha na Série B e continuar pagando para jogar em Joinville. “É a conta deixada por um grupo de baderneiros que, felizmente, não frequentarão mais nosso jogos”, lembra Ribeiro, reforçando que o Coritiba fechou suas portas para as torcidas organizadas.


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