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Futebol

20/05 - 08:30

Há 15 anos, rivalidade paranaense fez a Série B pegar fogo
Com Coritiba e Paraná Clube na atual Série B do Brasileiro, futebol paranaense relembra a rivalidade de 1995, vivida pela dupla Atletiba

Altair Santos, para o iG

O futebol paranaense, que por 11 anos - entre 1996 e 2007 – teve três representantes na elite do futebol nacional, voltou este ano a contar com duas equipes na Série B. Desde 1995 isso não ocorria. Naquele ano, Atlético e Coritiba polarizam a competição e disputaram o título até a última rodada. O rubro-negro levou a melhor e foi campeão. Agora, a expectativa é que Paraná Clube e Coritiba reeditem a mesma rivalidade.

Mas há várias diferenças em relação àquela temporada. A começar pela fórmula da competição. Se agora a Série B tem 20 clubes e é disputada por pontos corridos, há 15 anos eram 24 equipes que foram se eliminando ao longo de quatro fases. Na etapa final, sobraram Atlético-PR, Coritiba, Central de Caruaru e Mogi-Mirim. Essas quatro equipes disputaram um quadrangular em turno e returno, onde a dupla Atletiba não mediu esforços para estar entre os dois clubes que subiriam para a Série A em 1996.

Desde trocar de técnico na reta final a fazer média com a CBF, valeu de tudo no duelo entre os rivais paranaenses. O Coritiba, por exemplo, dispensou Paulo César Carpegiani, que após perder por 2 a 1 para o Central de Caruaru declarou que seria difícil subir, e trouxe Lori Sandri.

Já o Atlético tinha um convidado especial a cada um de seus jogos: Ives Mendes, então diretor da arbitragem nacional, que tinha à disposição um avião fretado. Temendo favorecimento, o Coritiba foi além. Conseguiu que no Atletiba decisivo de 13 de dezembro de 1995 o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, assistisse ao clássico no Couto Pereira.

Naquele jogo, o Coritiba revelou um jogador que viria a ser estrela nacional nos anos seguintes. Era Alex, que na época tinha 18 anos, e depois brilhou com as camisas do Palmeiras, Cruzeiro e seleção brasileira, e hoje está no Fenerbahce. “Considero aquele jogo o meu principal com a camisa do Coritiba. Precisávamos vencer e ganhamos por 3 a 0. Dizem que eu fui o melhor em campo, mas o melhor foi o Pachequinho”, relembra Alex, hoje com 32 anos.

Mas o Atlético também tinha seus trunfos, como a dupla Oséas e Paulo Rink. Além da força no ataque, o rubro-negro contava com um time mais experiente. A ponto de, até hoje, o goleiro Ricardo Pinto desdenhar aquele 3 a 0 imposto pelo rival. “Nós já estávamos com nossa classificação bem encaminhada e, como tínhamos amigos no Coritiba, demos uma relaxada naquele jogo”, revela.

Verdade ou não, o certo é que Atlético e Coritiba fizeram campanhas parelhas – ambos terminaram com 47 gols marcados - e transformaram a Série B. A partir de 1995, a competição entendeu o significado da palavra rivalidade.


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