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17/05 - 16:12

Empresas marcam reunião para apresentar projeto de estádio ao Conselho corintiano

Construtoras levarão documentação e vídeo aos conselheiros na próxima semana. Uma nova carta de intenções deve ser aprovada

Marcel Rizzo, iG São Paulo

O Conselho Deliberativo do Corinthians se reúne na próxima semana, provavelmente segunda-feira, dia 24, para tratar da proposta encabeçada pelo banco português Banif da construção de um estádio com capacidade para 56,2 mil espectadores. Representantes das construtoras Hochtief do Brasil e EIT (Empresa Industrial Técnica), parceiras do banco, apresentarão documentação e um vídeo aos conselheiros com suas credenciais. O iG revelou a oferta em 14 de abril.

Duas comissões serão criadas para analisar a documentação e a capacidade técnica das empresas para a realização da obra. O Conselho deve autorizar um novo protocolo de intenções entre o clube e os investidores. "A reunião deve ser no dia 24 e o principal assunto será o estádio", confirmou Carlos Senger, presidente do CD. Ele define nesta terça a data. Os corintianos sonham que caso o projeto saia do papel possa virar opção para receber jogos da Copa do Mundo de 2014, apesar de o Morumbi já ter sido aprovado como sede paulista.

Reprodução
Documento do Banif que apresenta proposta para construção de estádio para o Corinthians é assinado pelo presidente da instituição

Em julho do ano passado, o presidente André Sanchez já havia firmado carta de intenções autorizando o Banif a negociar a compra de dois terrenos na divisa entre São Paulo e Guarulhos logo depois de o banco ter feito a oferta oficial, assinado pelo presidente Antônio Julio Rodrigues (veja documento abaixo). Houve, após isso, uma mudança de construtora interessada na obra. Saiu a Consladel e entrou e Hochtief, o que segundo conselheiros deu maior credibilidade ao projeto por causa da experiência desta última na construção de estádios. Por isso a necessidade de um novo protocolo de intenções.

“É a primeira vez, em 40 anos de clube, que vejo algo tão concreto. É um assunto que precisa ser tratado no Conselho”, disse Carlos Senger. Ele já se reuniu com representantes do Banif e da Hochtief e acompanhou um vídeo que mostra obras feitas pela empresa, de origem alemã. Ficou empolgado com o que viu.

“Eles têm experiência em construção de estádio. Não sei se é algo que vai sair do papel, mas temos que analisar”, comentou Senger.

No vídeo que será apresentado aos conselheiros, a Hochtief mostrará grandes obras na Europa (como os aeroportos alemães de Dusseldorf e Hamburgo) e contará como foi a sua participação em construções dos estádios de Kaiserslautern e Dortmund, que receberam jogos da Copa do Mundo de 2006.

O fato de Carlos Senger ter tomado a dianteira na discussão por meio do Conselho Deliberativo pode causar estranheza, principalmente por neste momento o presidente Andrés Sanchez estar fora da negociação (apesar de qualquer decisão efetiva ter de passar por ele). Senger está apenas seguindo a orientação que o novo estatuto, registrado em 27 de setembro de 2008, traz no artigo 140: “será construído um estádio compatível com a tradição e a grandeza do Corinthians, devendo o assunto ser objeto de deliberação especial do CD”.

A proposta
O Banif diz ter R$ 100 milhões para começar as obras, em dois terrenos que seriam comprados na divisa entre Guarulhos e São Paulo, próximos à rodovia Ayrton Senna. O restante (estima-se ao menos mais R$ 240 milhões) viria de linhas de crédito internacionais e venda de camarotes e cadeiras cativas com a obra já iniciada. O lucro dos investidores sairia justamente da negociação das cativas e camarotes e do nome do estádio, o chamado “naming rights”, que seria vendido a uma grande empresa.

Divulgação
1 - Localização do novo estádio do Corinthians segundo projeto estudado pelo clube
2 - Localização do Parque São Jorge, sede do Corinthians

Os imóveis que seriam comprados estão registrados, respectivamente, no 17° cartório de registro da Capital (sob matrícula 40.896) e no 1° cartório de registro de Guarulhos (68.504). Para demonstrar que o interesse não está apenas no papel, as empresas protocolaram o projeto para a aprovação na prefeitura da Capital (sob o número 4119/08). Em caso de sim do Conselho Deliberativo, por exemplo, seria necessário superar diversas etapas burocráticas na prefeitura, o que torna improvável prever que o projeto vá realmente ser executado.

Outras possibilidades
A proposta do Banif é apenas uma das quatro que chegaram ao presidente Andrés Sanchez nos últimos 12 meses. Com a eliminação na Libertadores, o principal projeto para o ano do centenário do clube é o início da obra do estádio, sonho da torcida.

A construtora Odebrecht faz um estudo da viabilidade de se construir no terreno em Itaquera, na zona leste da Capital, onde hoje funciona o Centro de Treinamentos das categorias de base. Para o mesmo local o Grupo Advento, conglomerado de construtoras e empresas de engenharia, fez uma oferta para uma obra no valor de R$ 400 milhões, mas o diretor de marketing, Luís Paulo Rosenberg, foi contra.

O argumento usado por ele pode ser o mesmo caso o clube rejeite a proposta do Banif: o Corinthians quer ter as rédeas sobre a obra, o que não aconteceria em parcerias como as oferecidas. No caso do Banif, por exemplo, o clube não se envolveria na negociação do “naming rights” e não poderia vetar o nome que seria o de seu estádio, o que Rosenberg acha um absurdo.

A construtora Gafisa apresentou projeto de construção onde hoje está localizado o parque de diversões Playcenter, próximo à Marginal Tietê, mas este já foi descartado pela inviabilidade de realizar uma obra complexa no local. Uma quinta opção, ainda não falada abertamente no clube, é herdar o estádio que a Prefeitura cogita nos bastidores levantar em Pirituba, como opção ao Morumbi para a abertura da Copa de 2014.


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Divulgação

maquete estadio corinthians

Maquete
Se o projeto sair, assim será o estádio que um banco e duas construtoras oferecem ao clube

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