iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Futebol

07/05 - 11:00

Especial Brasileirão: As 40 maiores polêmicas da história da competição
Viradas de mesa, torneios inchados e regulamentos absurdos atrapalharam muitas edições do torneio nacional

Pedro Taveira, iG São Paulo

O Campeonato Brasileiro é prova de que nem sempre as regras são seguidas à risca. Viradas de mesa, torneios inchados e regulamentos absurdos atrapalharam muitas edições do torneio nacional, que chega em 2010 a sua 40ª edição.
 
Na lista dos 40 Maiores Polêmicas do Campeonato Brasileiro tem um pouco de tudo: zagueiro que morreu em campo, atacante que organizou churrasco para time adversário, cartão vermelho que não suspende, entre outros. Confira a lista.

O primeiro caso de doping

18/11/1973


Campos, do Atlético-MG, foi o primeiro jogador flagrado no exame antidoping na história do Brasileiro. Após a marcar os gols do seu time na vitória por 2 a 1 contra o Vasco, foi constatada a presença da substância efedrina em sua urina. Ele ficou seis meses suspenso.

Campeão de público

19/06/1974


O Nacional de Manaus perdeu para o Goiás por 3 a 0 e, apesar da 17ª colocação em seu grupo, foi para a fase seguinte. O regulamento daquele ano previa duas vagas aos clubes com melhores públicos do torneio.

Mudança de mando

01/08/1974


A CBF se apoiou em uma brecha do regulamento para mudar o local da partida decisiva do torneio. Por ter melhor campanha, o Cruzeiro deveria jogar em casa, no Mineirão. Mas devido a uma “tentativa de agressão de um dirigente”, o mando de campo foi invertido. A partida foi no Maracanã e o Vasco foi o campeão.

Vetado na final

05/03/1978


Reinaldo, artilheiro do campeonato de 1977 com 28 gols, deveria cumprir suspensão de um jogo e a CBF decidiu que seria somente no jogo final contra o São Paulo. No fim, o Atlético-MG, mesmo com 10 pontos a mais que o clube do Morumbi, amargou o vice-campeonato.


Gazeta Press
Artilheiro do campeonato de 1977, Reinaldo ficou de fora da decisão

 

A expulsão de Leão

10/08/1978


No primeiro jogo da final entre Palmeiras e Guarani, o goleiro Leão foi expulso por supostamente ter acertado um soco em Careca, do Guarani. Leão sempre negou a agressão, versão que foi confirmada posteriormente pelo atacante. No lance do pênalti, o Guarani fez o gol da vitória por 1 a 0.

Coração de mãe

20/09/1979


Esta edição contou com o número recorde de participantes: 94. Devido ao calendário inchado, Corinthians, Santos e São Paulo pediram à CBF para entrarem apenas nas fases finais. O pedido foi rejeitado e os clubes não disputaram o torneio.

Agressão no vestiário

26/04/1981

O Botafogo jogava pelo empate contra o São Paulo no Morumbi e vencia por 2 a 1. No intervalo, o árbitro Bráulio Zannoto é cercado e ameaçado por seguranças do clube paulista por suposto favorecimento aos cariocas. O São Paulo virou o jogo e, anos depois, Zannoto disse que foi agredido e que errou em não paralisar o duelo.

Cabe mais um?

23/01/1983


Neste ano, os oito primeiros colocados do Paulistão disputariam a Taça de Ouro, primeira divisão nacional. Mesmo assim o Santos, nono no Estadual, foi convidado pela CBF. Acabou como vice-campeão.

Abaixo o rebaixamento

29/01/1987


20 clubes deveriam ter sido rebaixados para a Taça de Prata após o torneio de 1986, mas isso foi desconsiderado depois de uma virada de mesa. Com a organização do Clube dos 13, todos foram convidados a participar do campeonato seguinte e divididos em módulos, sem ser respeitado nenhum critério técnico.

Dois campeões

13/12/1987


Com problemas financeiros e administrativos, a CBF havia anunciado que não organizaria o torneio daquele ano. Coube ao recém-formado Clube dos 13 fazê-lo. Mas a Confederação voltou atrás e foi criada a Copa União, em dois módulos, que previa um quadrangular com os dois melhores de cada módulo. Flamengo e Internacional, campeão e vice do Módulo Verde, se recusaram a participar do cruzamento. Sport e Guarani venceram os jogos por W.O. e, na final, o time pernambucano ficou com o título.



Tribunal de “Injustiça”

22/10/1989


O Coritiba queria disputar sua partida decisiva do primeiro turno no mesmo horário que seus adversários diretos, algo que o Vasco havia pedido e conseguido. Mas a CBF rejeitou o pedido o time paranaense. Em protesto, o clube deixou o Santos esperando no gramado e não apareceu para jogar. Como punição, foi suspenso por um ano das competições e rebaixado à Série B.

Eliminação extra-campo

26/05/1991


O Corinthians havia se classificado para disputar a semifinal da competição, mas a CBF decidiu dar ao Fluminense os pontos do jogo contra o Botafogo, que, interrompido por uma invasão da torcida botafoguense, acabou 0 a 0. O time carioca passou o paulista na classificação e jogou o mata-mata contra o Bragantino.

Na hora errada

12/07/1992


Horas depois da derrota do Botafogo para o Flamengo por 3 a 0 na primeira partida da final, o atacante botafoguense Renato Gaúcho organizou um churrasco para o flamenguista Gaúcho. A diretoria botafoguense não perdoou o episódio, que Renato explicou se tratar do pagamento de uma aposta. O ponta acabou fora do jogo decisivo.



Tragédia no Maracanã

17/07/1992


Com 122 mil pessoas no Maracanã para assistir à final entre Flamengo e Botafogo, uma grade da arquibancada cedeu e centenas de pessoas caíram sobre as gerais. Oito flamenguistas morreram e nunca mais o estádio recebeu um público tão grande.



E a “Taça das Bolinhas”?

17/07/1992

Ainda na decisão de 1992, o Flamengo conquistou o nacional pela quinta vez – quarta, segundo a CBF –, o que lhe daria posse definitiva da famosa “Taça das Bolinhas”. O clube comemora com o troféu, mas o devolve à Confederação, que o retira de cena nos anos seguintes. Neste ano, a entidade deu a taça ao São Paulo. Afinal, os cariocas eram tetra ou penta?

Virada de mesa 1

14/11/1993


O Atlético-MG conseguiu a proeza de terminar o campeonato em último e não cair. Isso porque a CBF, aproveitando o fraco desempenho do Grêmio na Série B, decidiu ‘virar a mesa’: rebaixou apenas clubes pequenos e inchou o torneio do ano seguinte para os gaúchos voltarem.

Edmundo parte para a briga

30/10/1994


Palmeiras e São Paulo jogavam no Morumbi e o placar mostrava 2 a 2. Edmundo havia feito os dois gols palmeirenses e buscava a vitória de todos os jeitos. Mas o excesso de vontade acabou levando o “Animal” a cometer falta dura sobre Juninho Paulista e levar cartão amarelo. Furioso, ele partiu pra briga e foi expulso, dando início a uma confusão generalizada.



Farra do efeito suspensivo

15/12/1994


Suspenso da decisão do campeonato contra o arquirrival Corinthians, o palmeirense Edmundo pôde entrar em campo graças a um efeito suspensivo conseguido pela diretoria do clube. O atacante não só jogou como balançou as redes na vitória por 3 a 1.



Márcio Rezende de Freitas

17/12/1995

Em uma das arbitragens mais polêmicas da história, o Botafogo bateu o Santos com direito a gol impedido do botafoguense Túlio. Pelo lado santista, foi validado um gol de Marcelo Passos após Marquinhos ter ajeitado com a mão e anulado um legítimo de Camanducaia.



Virada de mesa 2

15/12/1996

Por conta do “episódio Ives Mendes”, num dos primeiros grandes escândalos da arbitragem brasileira, a CBF, em mais uma ação incrível, salvou do rebaixamento os dois piores times da competição, Fluminense e Bragantino. A medida inchou o Brasileiro de 1997, que foi disputado com 26 clubes.

Edmundo e mais efeito suspensivo

20/12/1997


Edmundo, artilheiro do torneio com 29 gols, foi expulso na primeira final entre Palmeiras e Vasco, mas conseguiu jogar a decisão graças a um efeito suspensivo emitido na véspera da decisão. O empate por 0 a 0 deu o título aos cariocas.



Caso ‘Sandro Hiroshi’

03/11/1999


O atacante era destaque no São Paulo, até ser descoberta uma alteração em seus documentos. Diante da acusação a STJD não teve dúvidas: tirou do clube os pontos das vitórias sobre Botafogo e Inter e entregou aos rivais. A medida salvou os botafoguenses do rebaixamento. Detalhe que o Gama, que estava na mesma situação, não recebeu estes pontos e foi rebaixado.



Virada de mesa 3 e Copa João Havelange

29/07/2000


Com o imbróglio envolvendo o Gama e a CBF, a entidade não pôde organizar o torneio, deixando-o nas mãos do Clube dos 13. Estava criada a Copa João Havelange, que trouxe Fluminense, Bahia, América-MG e Juventude à primeira divisão (módulo azul) e dava a clubes da terceira divisão a possibilidade de chegar ao título.

Saco de pancadas

19/11/2000


Está certo que a Copa João Havelange não previa rebaixamento, mas o Corinthians abusou. Foram 16 derrotas em 24 partidas – incluindo uma série de 10 seguidas, a pior da história do clube. No fim, a penúltima colocação e um “desafio” do Íbis, conhecido como o pior time do mundo, para um amistoso.

E o alambrado caiu

31/12/2000


Decisão da Copa João Havelange, torneio organizado pelo Clube dos 13 que substituiu o Brasileirão de 2000. O Vasco de Eurico Miranda contra a sensação São Caetano. Com o estádio de São Januário superlotado, os alambrados cederam e diversos torcedores se feriram. Alheio a isso, o Eurico tentou forçar o reinício da partida, enquanto centenas de pessoas eram atendidas em campo.



Evitando complicações

01/08/2001


A CBF decidiu, de forma surpreendente, organizar o torneio seguindo os módulos da Copa JH. Assim, foram mantidas as promoções sem justificativa de Bahia e Fluminense da série C para a Série A. Paraná, São Caetano e Botafogo-SP ameaçaram entrar na justiça contra a Confederação, que, para evitar complicações, decidiu por promover os três também.

Agressão em campo

15/09/2002


A goleada de 6 a 0 sofrida pelo Fluminense para o São Paulo ficou marcada pela agressão de Romário ao zagueiro Andrei, ambos do clube carioca. Eles discutiram e o atacante deu um tapa na cara de Andrei, que não reagiu. Nada aconteceu aos atletas, diferente do que ocorreu em 2010, quando os palmeirenses Maurício Nascimento e Obina trocaram pontapés e foram dispensados.



No distintivo, não!

16/10/2002

São Paulo e Santos faziam jogo polêmico pela primeira fase quando, em forma de provocação, o santista Diego comemorou seu gol pisando no distintivo são-paulino ao lado do gramado do Morumbi. Foi o estopim para uma confusão generalizada. O São Paulo venceu a partida, mas depois foi eliminado pelo rival, que se sagrou campeão, nas oitavas-de-final.



Chega de virar a mesa

17/11/2002


Foi a última vez que o torneio foi disputado com um mata-mata final. A partir daqui, uma série de clubes grandes vem experimentando a amarga sensação de cair para a segunda divisão e ter de voltar para a elite dentro de campo. Palmeiras e Botafogo fizeram campanhas pífias em 2002, assim como o Grêmio (2003), Atlético-MG (2005), Corinthians (2007) e Vasco (2008).



Morte em campo

27/10/2004


O São Caetano enfrentava o São Paulo no Morumbi quando, aos 14 minutos do segundo tempo, o zagueiro Serginho sofreu uma parada cardiorrespiratória e caiu em campo, morrendo no hospital. O clube perdeu 24 pontos por “negligência” e, coincidência ou não, nunca mais foi o mesmo.



Máfia do Apito

02/10/2005


Após a descoberta do escândalo de arbitragem, 11 jogos apitados por Edilson Pereira de Carvalho foram anulados e remarcados pelo STJD. O Corinthians, que havia perdido de Santos e São Paulo, conquistou quatro pontos sobre essas equipes e ficou com a taça.

Apito amigo

20/11/2005


Depois do escândalo da Máfia do Apito, Corinthians e Internacional se enfrentaram em um jogo que praticamente definiria o campeão nacional. Tudo seguia tranquilamente, até que Márcio Rezende de Freitas não marcou pênalti claro de Fábio Costa em Tinga e ainda expulsou o volante por simulação. O empate aproximou os paulistas de sua quarta conquista.



Bosco e a pilha

30/07/2007


O São Paulo derrotou o Palmeiras por 1 a 0 no Parque Antarctica, mas outro fato chamou a atenção: o goleiro reserva Bosco encontra uma pilha no gramado e, com a mão na cabeça simulando uma agressão, a entrega para o árbitro. A farsa foi descoberta e o jogador foi suspenso, mas não sem antes alegar que a mão estava na cabeça porque “ventava muito”.



"Drible da Foca"

16/09/2007


O Cruzeiro vencia o Atlético-MG por 4 a 3 quando o jovem meia Kerlon foi para cima dos adversários com o "Drible da Foca", no qual prende a bola em cima da cabeça. Se sentindo humilhado, o atleticano Diego Coelho reagiu e foi expulso. No fim, sobraram declarações de menosprezo e ameaças de que o jogador “poderia se machucar”.



O “primeiro” penta

02/12/2007


O São Paulo faz campanha impecável e conquista seu pentacampeonato nacional, o primeiro, segundo a CBF – o título de 1987 é considerado do Sport. Mas a “Taça das Bolinhas”, que seria dada ao primeiro penta ou primeiro tri legítimo (de forma seguida), não é entregue ao clube. Em 2010, a Confederação reconhece o clube paulista como o detentor legítimo do troféu.



Caso Madonna

06/12/2008


Às vésperas da última rodada do Brasileiro, quando o São Paulo jogaria contra o Goiás para se sagrar campeão, uma denúncia de corrupção partiu da FPF: o clube do Morumbi teria tentado subornar o árbitro Wagner Tardelli com ingressos para o show da Madonna. Ambos negaram, Tardelli foi afastado do jogo e o São Paulo ficou com a taça ao bater o Goiás por 1 a 0.



Lambança na Vila

21/06/2009


O Santos perdia em casa por 3 a 2 para o Atlético-MG quando o árbitro Djalma Beltrami encerrou o jogo sem o tempo de acréscimo prometido. Alertado sobre o erro, mandou os atletas retornarem dos vestiários para jogarem os minutos finais. Tempo suficiente para anular um gol legítimo dos paulistas e expulsar o lateral-esquerdo Léo, revoltado.



Apito? Que apito?

12/11/2009

O Palmeiras lançou a bola na área do Sport quando Elmo Resende Cunha apitou duas vezes para paralisar o ataque paulista. A defesa pernambucana parou, a bola entrou e o árbitro validou o gol para os palmeirenses, o que revoltou os rivais. Ao comentar o lance, Cunha negou ter apitado.



Entrega ou não entrega?

06/12/2009


Com muitos flamenguistas no elenco corintiano, entre eles o atacante Ronaldo, o Corinthians jogava contra para cumprir tabela contra o Flamengo, candidato ao título. Sob desconfiança de entregar o jogo para os rivais, os paulistas perderam por 2 a 0, com direito a um pênalti que o goleiro Felipe “se recusou a pular em protesto à arbitragem”.



Quebra-quebra em Curitiba

06/12/2009


Rebaixado para a Série B na última rodada, os revoltados torcedores do Coritiba depredaram o estádio Couto Pereira, invadiram o gramado e o transformaram em um campo de batalhas. Dezenas de torcedores e policiais foram feridos e o local foi interditado.


Leia mais sobre: Campeonato Brasileiro Especial Brasileirão Maiores Polêmicas

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Gazeta Press

us sport 1987

Legítimo campeão nacional
O Sport venceu o Módulo Amarelo de 1987 ano e foi declarado como campeão brasileiro pela CBF

Topo
Contador de notícias