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Futebol

09/03 - 09:00

Amigo de Higuita e "clone" de Lúcio, zagueiro brasileiro diz não temer Ronaldo
Anselmo de Almeida deverá marcar o atacante do Corinthians no jogo da próxima quarta-feira. O mineiro é um dos sete brasileiros que atuam em equipes estrangeiras na Libertadores 2010

Paulo Passos, iG São Paulo

Um mineiro desconhecido no Brasil foi a principal contratação do Independiente Medellín, adversário do Corinthians nesta quarta-feira. Anselmo de Almeida, 29 anos, chegou ao clube nessa temporada e deverá ser o responsável por marcar Ronaldo. “É uma experiência importante. Nunca joguei contra um atacante tão famoso”, disse o zagueiro. “Mas não estou com medo. Quem tem medo não joga futebol”, completou.

Arquivo pessoal
Anselmo entra em campo ao lado do folclórico goleiro Higuita


Anselmo vive há dois anos na Colômbia. Antes de vestir a camisa do Independiente, defendeu o pequeno Deportivo Pereira. Na equipe, o brasileiro fez amizade com o goleiro Higuita. Em janeiro, ele chegou a atuar na partida de despedida do ex-jogador da seleção colombiana, que teve a participação de Asprilla, Valderrama e Aristizabal. “Ele é um dos meus melhores amigos na Colômbia. Já foi várias vezes lá em casa. É uma pessoa muito especial e querida aqui”, afirmou o zagueiro.

No Brasil, Anselmo sempre sonhou em jogar no Flamengo. Nascido em Leopoldina, ele defendeu os mineiros Tupi, Democrata, Mamoré e também o Botafogo do Distrito Federal. Lá foi colega de Leandro, irmão de Lúcio, capitão da seleção brasileira. “Tem até uma história engraçada. Um dia a mãe deles foi ao estádio ver um jogo em que eu fui muito bem. Depois da partida, ela me disse que eu parecia muito com o Lúcio jogando. Foi ela que disse, viu?”, contou.


Brasileiros são minoria entre os “gringos” da Libertadores
O responsável por marcar Ronaldo na próxima quarta-feira é um dos sete jogadores brasileiros que atuam em equipes estrangeiras na Libertadores da América. Um número baixo se comparado com os outros países do continente. Tirando os inscritos nos cinco times Argentinos, existem 48 “hermanos” defendendo equipes na principal competição sul-americana de clubes. Só o Cerro Porteño, do Paraguai, tem oito argentinos no time.

As equipes bolivianas são as que mais recebem brasileiros. O Blooming e o Bolívar têm dois cada um. Alex da Rosa é o mais famoso deles. Sua primeira experiência no futebol andino foi em 2000. De lá para cá, o meia de 33 anos já perdeu a conta de quantos clubes defendeu. Alex é o que se pode classificar de um cigano da bola. Atuou na Bolívia, Colômbia, na terceira divisão da Alemanha e no interior de São Paulo. "Teve um ano em que joguei em quatro clubes diferentes", lembra o jogador.

Arquivo pessoal
Anselmo ao lado de Valderrama, outro histórico jogador colombiano


Das andanças, ele diz guardar as melhores recordações da Bolívia. No país foi campeão e chegou até a defender a seleção, mas também se meteu em algumas confusões. A maior delas aconteceu no ano passado, quando apareceu pelado em rede nacional durante uma entrevista coletiva no Blooming, seu ex-clube. "Isso foi uma encrenca, porque eu achava que a câmera estava desligada e fui fazer uma brincadeira com o pessoal". O episódio custou o emprego de Alex, que após incidente teve que trocar de equipe. Hoje ele defende o Bolívar.

Dos representantes argentinos na Libertadores, apenas o Lanús conta com um brasileiro na equipe. Jadson Vieira chegou ao clube em 2007, vindo do Danúbio de Montevidéu. Nascido em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, nunca atuou em uma equipe profissional do Brasil. Com 14 anos chegou a fazer um teste no Internacional. Foi aprovado e permaneceu por um mês até ser dispensado. Tentou a sorte na capital uruguaia e acabou ficando. Após seis anos no Danúbio foi jogar no Atlante, do México, de onde voltou após uma temporada. Em 2006, novamente no Uruguai, ganhou o torneio Apertura e foi negociado com o Lanús. Na Argentina repetiu a dose e conquistou o campeonato nacional como titular do time.

Pela raça e disposição em campo, o zagueiro de 26 anos ganhou um apelido dos hermanos: "el Patrón". "É mais ou menos como ser chamado de xerife no Brasil", explica o gaúcho que jura não abusar das jogadas violentas. Jadson afirma que agora não pensa em sair do futebol argentino, mas ainda mantém as esperanças de um dia jogar em um clube brasileiro. Segundo ele, isso quase aconteceu no início desta temporada, quando foi sondado pelo Grêmio. "Um pessoal me ligou, mas depois não procuraram mais e acabei ficando aqui", disse.

Brasileiros na Libertadores

Jogador

Posição

Clube

Anselmo Almeida

zagueiro

Independiente de Medellín-COL

Val Baiano

atacante

Monterrey-MEX

Jadson Vieira

zagueiro

Lanús-ARG

Alex da Rosa

atacante

Bolívar-BOL

Charles da Silva

atacante

Bolívar-BOL

Fabrício Brandão

zagueiro

Blooming-BOL

Luiz Carlos

atacante

Blooming-BOL


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