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Futebol

29/09 - 08:09

Você mudaria as regras do futebol?

Chip na bola? Cartão laranja? Substituições ilimitadas? Fim do impedimento? Conheça 12 possíveis mudanças de regras no futebol mundial

Por Mário André Monteiro, do iG Esporte

SÃO PAULO - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, está no Rio de Janeiro para participar, nesta terça-feira, de uma reunião do Comitê Executivo da entidade máxima do futebol e discutir os rumos da Copa de 2014 no Brasil. Além disso, outros temas importantes costumam ser debatidos nestes fóruns, como a mudança de algumas regras do futebol. 

Neste domingo, em entrevista à Rede Globo, Blatter garantiu que pretende levar à International Board, orgão que rege as leis do esporte, alguns temas polêmicos, como a permissão ou não da "paradinha" nas cobranças de pênaltis, por exemplo.

Listamos abaixo 12 regras que já foram ou são debatidas e as possíveis mudanças que sofreriam para o bem — ou não — do futebol. Os tópicos abaixo não serão necessariamente discutidos pela Fifa, mas isso não impede que você analise e deixe seus comentários no fim do texto.


Entrou ou não entrou? A bola inteligente, com chip, já foi criada e fornece ao juiz a informação exata de sua localização no campo de jogo. Ou seja, a polêmica sobre esse tipo de lance seria desfeita em poucos segundos. Ela já foi testada no Mundial Sub-17, em 2005. Entretanto, a Fifa vetou o uso da bola. A entidade entende que ela não demonstrou boa precisão técnica, além de diminuir a emoção do futebol.


Aqui no Brasil, em Paulistões, já foram utilizados quatro árbitros. Um em cada metade do campo e dois bandeirinhas. Agora, a ideia é implementar cinco juizes, sendo o árbitro principal, dois bandeirinhas e outros dois auxiliares, um atrás de cada gol. Seria até uma alternativa à bola com chip, já que os juízes terão maior visão para saber se uma bola entrou ou não no gol. O teste já está em andamento na atual Liga Europa, a antiga Copa da Uefa, segunda competição interclubes mais importante do continente.


O extinto Torneio Rio-São Paulo, em 1997, chegou a testar impor um limite de faltas coletivas e individuais. Cinco infrações individuais tiravam o atleta por cinco minutos do jogo, e a partir da 15ª falta coletiva a equipe era punida com um tiro livre sem barreira, da meia-lua da grande área. Ficou nisso: foram apenas os testes no Brasil, sem reconhecimento da Fifa, e nunca mais se tocou no assunto.


Seria uma forma de punição mais severa do que o cartão amarelo, porém mais branda do que o vermelho. Com o laranja, um jogador seria retirado de campo por alguns minutos, retornando na sequência. O ex-árbitro italiano Pierluigi Collina — aquele carequinha — tentou implementar a regra, mas não conseguiu. No futsal, existe uma outra opção: o cartão azul, que expulsa o jogador da partida, mas permite a entrada de um outro em seu lugar.


É no impedimento que se concentram as maiores polêmicas e reclamações sobre arbitragem. Com seu fim, acabariam 90% das saudáveis discussões nos bares e nas peladas entre amigos. Porém, há quem argumente que, com o fim do impedimento, sumiriam também os espaços vazios no campo, e o futebol viraria só um jogo de cruzamentos na área. Uma alternativa foi testada numa Copa São Paulo de Juniores, onde o impedimento só acontecia a partir da linha da grande área. Outro teste que não vingou.


São ilimitadas no futsal e no basquete, por exemplo. Mas não no futebol. Atualmente são permitidas somente três por jogo. Se um jogador se machuca quando todas as alterações já foram processadas, o time joga com um a menos até o fim da partida. Com exceção de jogos amistosos, quando os técnicos podem trocar o time inteiro de uma só vez, essa regra nunca foi testada e nem cogitada pela Fifa.


O gol é o momento mais importante do futebol. A emoção de um artilheiro ao marcar é tanta que os atletas nem se lembram que é proibido tirar a camisa em campo. Há pouco tempo, o ato não era coibido, mas hoje a Fifa orienta seus árbitros a punirem os exaltados com cartão amarelo. Para alguns, um exagero. Porém, como existe pressão dos patrocinadores dos clubes, que não aceitam ter suas marcas escondidas no momento de maior visibilidade midiática, é improvável que a orientação seja revertida.


Mão na bola ou bola na mão? A regra fala em “tocar deliberadamenta com as mãos”: é julgada, portanto, a “intenção” do jogador. Ou seja, esse tipo de lance, hoje, fica a cargo da interpretação do árbitro. Mesmo assim, muitas vezes os homens de preto são condenados por "interpretarem mal" o lance. A intenção de alguns é fazer como no basquete: a análise da intenção deixar de existir. Nesse caso, quando a bola tocasse na mão de um jogador, a falta seria marcada imediatamente, sem necessidade de interpretação.


A NBA adotou o uso das imagens durante as partidas da liga na última temporada; o futebol americano já usa o expediente faz tempo; o tênis tem o famoso "desafio", feito por um atleta para saber se a bolinha foi ou não para fora. Já o futebol ainda resiste ao uso de recursos eletrônicos. A Fifa, contudo, já admite que estuda a possibilidade de lançar a novidades em breve. Na Copa das Confederação, no jogo Brasil x Egito, um pênalti teria sido dado aos brasileiros depois de o 4º árbitro informar o juiz baseado em uma imagem de TV — a Fifa, porém, negou.


Há quem defenda que tirar um jogador de cada time para aumentar os espaços dentro de campo seria uma medida interessante para fazer o jogo de futebol fluir melhor. Cada equipe entraria na partida com um goleiro e nove na linha, proporcionando mais velocidade e dinâmica ao futebol. Mas a ideia não passa de delírio: a Fifa, muito tradicional no que diz respeito às regras do futebol, jamais cogitou a mudança. 


Ela sempre existiu — chegou a ser proibida por alguns árbitros no Campeonato Brasileiro —, mas de uns tempos para cá virou moda entre os batedores de pênalti utilizar a famosa “paradinha”. Ela é permitida. A discussão aqui é instituir uma norma vetando esse artifício: muitos consideram covardia com os goleiros, que se atiram para um canto e deixam o batedor à vontade para converter a cobrança no canto oposto.


É, talvez, a regra mais desrespeitada do futebol. Muitos árbitros ignoram, alguns cumprem rigorosamente. O goleiro não pode se adiantar antes de o cobrador de pênalti tocar na bola (mesmo com paradinha). Se ele defender adiantado, a cobrança é feita de novo. Antigamente, o goleiro não podia nem mesmo se mexer até a cobrança. Hoje, a Fifa permite que ele se mova, mas só em cima da linha, sem andar para a frente. Se é liberada a paradinha, por que não permitir que o goleiro se adiante?


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AP

josepho blatter

Joseph Blatter
Presidente da Fifa promete levar discussões de mudanças nas regras para a International Board

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