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12/08 - 07:36

Vizinhos de estádio da Copa reclamam de restrições da Fifa
Bares e restaurantes próximos do estádio Green Point, na Cidade do Cabo, ainda não sabem se poderão funcionar normalmente durante o Mundial

Levi Guimarães, enviado especial iG Esporte

CIDADE DO CABO (África do Sul) - A exatos dez meses do início da Copa do Mundo 2010, uma série de regras comerciais da Fifa está tirando o sono de comerciantes vizinhos ao estádio Green Point, na Cidade do Cabo. Como a entidade exige uma “zona de exclusão” no entorno das arenas utilizadas, alguns pontos comerciais podem ter problemas para funcionar nos dias de jogos do torneio.

Em entrevista ao jornal “People`s Post”, o diretor de operações da cidade para a Copa explicou que os patrocinadores e parceiros da entidade investiram cerca de 700 milhões de dólares no evento e por isso têm o privilégio de serem as únicas empresas autorizadas a vender produtos e promover ações de marketing nessa área.

O grande problema é que a extensão dessa “zona de exclusão” ainda não foi definida pela Fifa, o que deve acontecer somente após as próximas inspeções no local, ainda sem data marcada.

Dependendo do tamanho da área de restrição, o único comércio afetado seria uma franquia da rede de lanchonetes McDonald`s, o que evitaria maiores transtornos, já que a marca é uma das patrocinadoras da Copa. Contudo, se o raio da área de restrição for ampliado em cerca de 200 metros, pode afetar muitos comerciantes locais.

Um porta-voz do governo da cidade tenta amenizar a apreensão: “Atividades de comércio normal serão permitidas, a não ser que os comerciantes de repente comecem a promover interesses comerciais de terceiros, especialmente de concorrentes dos patrocinadores oficiais da Fifa”, afirmou Pieter Cronjé, diretor de comuniçação da cidade para assuntos relacionados à Copa.

No entanto, caso seja confirmado o aumento da área com restrições comerciais, esse discurso deve mudar, fazendo com que os comerciantes sejam forçados a, no mínimo, vender apenas produtos de patrocinadores oficiais. E, por enquanto, essa dúvida é o que causa mais reclamações.

“Nós não sabemos se vamos entrar nessa zona de exclusão. Por enquanto só estamos ouvindo rumores. Mas isso seria uma tragédia para todos os negócios daqui”, afirma Giovanni Esposito, dono de uma cafeteria na região.

Já o gerente de um restaurante ao lado, Philip Kilian, adota discurso menos contundente e até “ignora” o evento: “Não estamos nos preocupando para criar uma estratégia diferente para o nosso negócio durante a Copa. Só queremos funcionar normalmente, como agora. Mas precisamos ouvir das autoridades, ou então não saberemos o que fazer”.


Leia mais sobre: Copa do Mundo de 2010 África do Sul Green Point

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Divulgação

Green Point Stadium

Green Point
Um dos estádios da Copa do Mundo é cercado de comércios e de residências na Cidade do Cabo

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