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28/07 - 07:45

Revista revela as "histórias secretas" do campeão Corinthians

A tentativa de contratar Luxemburgo, a rejeição a Ronaldo, a crise de nervos de Felipe e outras histórias estão na revista Placar de agosto

Redação iG Esporte

SÃO PAULO – Quem vê o Corinthians se desmanchar aos poucos atualmente, com a saída de vários jogadores para o exterior, não imagina que esse time poderia nem ter existido. É o que revela a matéria de capa da revista Placar de agosto, "Isto é Curintia: As histórias secretas de um campeão".

A publicação revela diversas histórias de bastidores ocorridas desde o rebaixamento do time, em 2007, até a conquista da Copa do Brasil deste ano.

Entre outras histórias, Placar conta que o técnico dos sonhos da diretoria era Vanderlei Luxemburgo, e não Mano Menezes. Revela que o zagueiro Chicão, hoje ídolo da torcida, por muito pouco não foi parar no Palmeiras. Já Cristian, que acaba de ser negociado com o Fenerbahce, não queria sair de jeito nenhum. A matéria ainda tenta explicar por que o time perdeu a Copa do Brasil de 2008, como conseguiu passar pelo São Paulo no Paulistão e o que Ronaldo fez para conquistar a confiança do elenco.

Abaixo, um aperitivo do que está nas páginas da revista Placar, que já chegou às bancas.

O "fator Ronaldo"
No início, dirigentes e até jogadores tinham restrições quanto à possível contratação de Ronaldo. Achavam que um jogador consagrado como ele não teria motivação para jogar na equipe. "Eu e outras pessoas pensamos: ele jogou nos melhores times do mundo, ganhou Copa, foi eleito o melhor do mundo, não vai querer correr aqui. Mas, quando conheci o Ronaldo, mudei de opinião", lembra o goleiro Felipe.

O comportamento do Fenômeno cativou rapidamente o grupo de jogadores. Entre outras coisas, mobilizou o elenco para ratear os prêmios entre jogadores e funcionários que não teriam direito ao dinheiro; chegou a pagar "dívidas" contraídas por atletas em apostas do dia-a-dia, como disputas de pênaltis nos treinos; comprou um rádio para tocar músicas nos vestiários; se irritou com as pedradas da torcida do São Paulo no ônibus corintiano antes da semifinal do Paulistão e, assim, inflamou o time, que venceu o rival: "Agora vamos ganhar esse jogo, porra!".

O drama de Felipe
O goleiro ficou bastante abatido com a perda do título da Copa do Brasil de 2008. Às vésperas da finalíssima de 2009, no Beira-Rio, aquilo tudo veio à tona. Preocupado com o jogo, Felipe chegou a se trancar no banheiro. Chorava sem parar, a ponto de seu pai achar que não jogaria. "Se perder hoje, a culpa vai ser minha", dizia o goleiro.

Felipe acabou entrando em campo na final, mas só ficou tranqüilo depois do segundo gol corintiano. "Não levaria cinco gols nunca", diz Felipe.

O sumiço de Luxemburgo
Quando o Corinthians começou a traçar o projeto para 2008, logo após o rebaixamento, o técnico estava escolhido: Vanderlei Luxemburgo. Então dirigente do clube, Antônio Carlos chegou a fazer o convite ao treinador. Luxa, porém faltou ao segundo encontro, quando o acordo poderia ser fechado.

"Esperamos das 3 horas da tarde até as 7 da noite", conta Antônio Carlos. "O Vanderlei não apareceu. Disse que estava no dentista em Goiânia. Fomos jantar e sugeri o nome do Mano Menezes", lembra o ex-dirigente. O treinador foi contratado dois dias depois.


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