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17/07 - 08:11

Operários voltam ao trabalho nos estádios da Copa-2010
Após cinco dias de paralisação, trabalhadores sul-africanos voltam às obras nas principais arenas do torneio do ano que vem

Levi Guimarães, enviado especial iG Esporte


CIDADE DO CABO (África do Sul) - A semana que começou com clima de apreensão para o Comitê Organizador Local (LOC, na sigla em inglês) da Copa do Mundo de 2010 termina com sensação de alívio. Depois de um acordo entre as empresas empregadoras e os sindicatos de trabalhadores da África do Sul, as obras foram retomadas ontem e totalmente normalizadas nesta sexta-feira.

O impasse nas negociações foi encerrado na última quarta-feira. Os sindicatos, que no início da greve exigiam 13% de aumento salarial, aceitaram receber 12%, enquanto os empregadores se viram obrigados a melhorar a oferta inicial, que era de 11,5%.

Ironicamente, a primeira declaração oficial do Sindicato Nacional dos Mineradores (NUM) foi agradecer os órgãos relacionados à organização do Mundial. Foram mencionados o LOC, a Associação de Futebol da África do Sul (SAFA) e a União dos Jogadores de Futebol Sul-africanos (Safpu).

“Agradecemos o apoio das entidades durante o difícil período da greve e pela colaboração para resolver o problema. O NUM continua empenhado em garantir uma Copa do Mundo de sucesso no que depender da conclusão de todos os projetos dentro dos prazos estipulados”, afirmou o secretário geral da entidade, Frans Baleni.

Para a federação dos empregadores e para o LOC, o final da greve “apenas” uma semana após o seu início permite fazer uma previsão de que a entrega dos projetos dentro do prazo continua sendo possível.

A conclusão sobre o prejuízo causado pela paralização, no entanto, só poderá ser anunciada em seis semanas. O presidente do LOC, Danny Jordan, tentou analisar o episódio de maneira otimista.

“O acordo selado dá um sentido ao comprometimento com o desenvolvimento da infraestrutura da África do Sul. A maratona de negociações mostrou o patriotismo e amor pelo país, tanto dos empregadores quanto dos operários”, afirmou.

A greve, iniciada no dia 8 de julho, contou com a adesão de 70 mil operários em todo o país e afetou as reformas ou construções de todos os estádios que receberão jogos da Copa no ano que vem, além de outras importantes obras de infraestrutura.

Os estádios mais afetados foram Moses Mabhida, em Durban, Nelson Mandela, em Port Elizabeth, Peter Mokaba, em Polokwane, Green Point, em Cape Town, Mbombela, em Nelspruit e Soccer City, em Joanesburgo.

A “moda” das greves
Embora a greve promovida na última semana tenha sido a de maior destaque na mídia internacional, pelo fato de afetar obras relacionadas à Copa do Mundo, as paralisações não são mais novidade no país. Na verdade, estão ficando cada vez mais comuns.

Há pouco mais de um mês, o sistema de saúde do país foi afetado por uma manifestação do tipo promovida pelo sindicato dos médicos, também pedindo aumento salarial, mas principalmente exigindo melhorias nas condições de trabalho.

Atualmente, pelo menos mais quatro setores ameaçam entrar em greve na luta por diferentes benefícios. São elas as indústrias farmacêutica, de combustíveis e de celulose, além de jornalistas e técnicos da SABC, a empresa pública de comunicação do país.


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AP

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Trabalhadores sul-americanos ficaram cinco dias sem trabalhar nos estádios da Copa do Mundo

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