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08/07 - 08:32

Greve diminui ritmo da construção de estádios na África do Sul

Paralisação de trabalhadores ainda não preocupa autoridades e população, mas já reflete no andamento das obras para a Copa de 2010

Levi Guimarães, enviado especial iG Esporte

CIDADE DO CABO (África do Sul) - Teve início a greve de trabalhadores da construção civil na África do Sul. A paralisação, que não tem um prazo determinado de duração, deve afetar a construção de pelo menos cinco estádios que receberão jogos da Copa do Mundo no próximo ano, além de melhorias na infra-estrutura do país.

Na manhã desta quarta-feira já era possível observar a mudança no ritmo das obras do estádio Green Point, na Cidade do Cabo. No lugar dos 2700 operários que vinham trabalhando para erguer a arena, apenas cerca de 200 estavam no canteiro de obras.

A população da cidade não parece acreditar que o movimento grevista vá longe o suficiente para atrapalhar a construção. Nos estabelecimentos comerciais próximos do estádio, a maioria das pessoas acredita que as obras rapidamente voltarão ao normal.

“O país está vivendo uma crise salarial, e acredito que por conta disso exista uma 'febre' de greves. Há pouco tempo, até os médicos fizeram greve para pedir aumento. Por isso, mesmo se fizerem a greve, não acho que vá ser tão longa, e o estádio deve ficar pronto no prazo”, opina Philip Kilian, gerente de um restaurante na avenida que dá acesso ao Green Point.

Opinião parecida com a de Delimua Koliu, dona de uma farmácia também próxima ao local. Para ela, a disputa deve ser resolvida rapidamente, e até o fim de semana os operários já terão voltado ao ritmo acelerado.

Levi Guimarães
Estádio Green Point tem trabalhadores na ativa, mas muito menos do que o normal

Os grevistas, no entanto, afirmam que a greve não é um blefe. E prometem não abrir mão do aumento de 13% que estão exigindo - a Federação de Construção Civil da África do Sul (Safcec) ofereceu 10% de reajuste.

“É uma pena que estejamos negociando com empregadores extremamente arrogantes. Nós reduzimos as nossas reivindicações, mas ainda sim eles não fizeram uma boa proposta. Continuamos abertos a discutir um acordo”, afirmou Frans Baleni, secretário geral da União Nacional dos Trabalhadores de Mineradoras (NUM), em entrevista à estação de rádio SABC News.

Uma nova rodada de negociações está prevista para esta quinta-feira, mas até lá cerca de 70 mil trabalhadores envolvidos em obras para a Copa de 2010 continuarão sem trabalhar. Além do estádio Green Point, na Cidade do Cabo, serão afetadas também as arenas Moses Mobhida, em Durban, Nelson Mandela, em Port Elizabeth, Peter Mokaba, em Polokwane, Mbombela, em Nelspruit, e Soccer City, em Joanesburgo.


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Levi Guimarães

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Com poucos trabalhadores na ativa, fica a sensação de que as obras realmente pararam

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