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01/04 - 18:21, atualizada às 20:51 01/04

No dia da mentira, Bolívia humilha Argentina de Maradona: 6 a 1

Defesa alviceleste teve péssimo desempenho na altitude de La Paz; foi a maior goleada sofrida pela Argentina em sua história

Gazeta Esportiva

LA PAZ (Bolívia) - Diego Armando Maradona sofreu nesta quarta-feira sua primeira derrota no comando da seleção argentina, e ainda por cima de forma vexatória. Em La Paz, a Bolívia aproveitou a altitude de 3,6 mil metros e o péssimo desempenho da defesa alviceleste para aplicar uma goleada humilhante por 6 a 1. O placar, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, foi construído graças ao atacante Joaquín Botero e aos 'brasileiros' Alex da Rosa e Marcelo Moreno. (veja como foi o jogo no lance a lance do Placar iG)

Esta foi a maior derrota da história da Argentina, igualando os 6 a 1 sofridos para a Checoslováquia na Copa do Mundo de 1958. A última vez que os argentinos tinham perdido por cinco gols de diferença foi em 1993, nos famososo 5 a 0 diante da Colômbia pelas Eliminatórias.

O artilheiro da partida foi o centroavante Joquín Botero, que marcou três gols na Argentina e ainda deu as assistências para os outros três - dois deles marcados por jogadores ligados ao Brasil (o atacante Moreno, cuja mãe é brasileira, e Alex da Rosa, nascido no País e naturalizado boliviano) e o volante Didi Torrico.

Os pupilos de Maradona descontaram com o volante Lucho González, em um chute da intermediária e com a ajuda de um frango do goleiro Carlos Arías.

Com o resultado, a Argentina corre o risco de deixar a segunda colocação das Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo e cair até mesmo para a quarta colocação.

Os alvicelestes têm 19 pontos, mas podem ser ultrapassados ainda nesta quarta-feira pelo Brasil (com 17, que enfrenta o Peru no Beira-Rio) e, ainda, por Chile ou Uruguai, que medem forças em Santiago.

Reuters
mar
O primeiro revés do técnico Maradona não poderia ter sido mais estrondoso


O vexame
Antes invicto na comando da Argentina e embalado pela goleada por 4 a 0 sobre a Venezuela em Buenos Aires no sábado, Maradona viu sua marca ruir logo aos 11 minutos de jogo no Estádio Hernando Silles, em uma jogada inusitada. E fruto da primeira falha da defesa alviceleste.

O zagueiro Martín Demichelis dividiu mal na entrada da área com Ronald García e a bola sobrou para Botero, que rolou na área para Marcelo Moreno. O atacante, filho de brasileiro e que defendeu o Cruzeiro até o ano passado, teve tempo de driblar Gabriel Heinze e, desequilibrado, chutou de raspão - mas com força suficiente para vencer o goleiro Juan Pablo Carrizo.

A Argentina deu mostras de que poderia conquistar pelo menos um ponto em La Paz aos 24 minutos, com o empate. O volante boliviano Gatty Ribeiro deu um passe de presente Lucho González, que chutou da intermediária e contou com um frango do goleiro Carlos Arías, que deixou a bola passar mesmo com um chute sem tanta força.

Mesmo assim, os andinos retomaram a vantagem no placar aos 32 minutos, de pênalti, e com uma colaboração do goleiro Carrizo. O arqueiro argentino soltou uma bola nos pés de Botero, que tocou de calcanhar para o meio da área. O experiente lateral-direito Javier Zanetti tentou sair jogando, mas foi desarmado pelo brasileiro naturalizado Alex da Rosa e cometeu pênalti. Na cobrança, Botero bateu com paradinha no meio do gol e deixou o placar em 2 a 1.

Os bolivianos chegaram ao terceiro gol ainda no primeiro tempo, mais uma vez com um toque brasileiro. O goleiro Arías repôs a bola com força pela esquerda e surpreendeu a adiantada defesa argentina, que permitiu contra-ataque de Botero. O camisa 9 teve tempo para levantar a cabeça dentro da grande área e levantar para Alex da Rosa, que apareceu sozinho no meio da área para cabecear.

A vitória tomou forma de goleada para o time da casa no segundo tempo. Já aos 9 minutos, Marcelo Moreno partiu em contra-ataque pela direita e cruzou para Botero cabecear na pequena área e marcar o quarto. O artilheiro da tarde em La Paz deixou seu terceiro gol aos 20 minutos, após receber na área de Gatty Ribeiro e tocando na saída de Carrizo.

Com um jogador a menos após a expulsão do meia Angel di María, por dar um pontapé em Gatty Ribeiro ainda aos 18 minutos do segundo tempo, a Argentina sofreu o sexto gol aos 42: Botero, mais uma vez presente no ataque andino, rolou a bola para Didi Torrico chutar rasteiro e contar com uma falha de Carrizo para encerrar o surpreendente massacre em La Paz.


FICHA TÉCNICA - BOLÍVIA 6 X 1 ARGENTINA

Local:
Estádio Hernando Silles, em La Paz (Bolívia)
Data: 1º de abril de 2009, quarta-feira
Horário: 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Martín Vázquez (URU)
Assistentes: Pablo Fandino e Maurício Espinoza (ambos do Uruguai)
Cartões amarelos: Gatty Ribeiro, Didi Torrico, Leonel Reyes e Alex da Rosa (Bolívia); Emiliano Papa (Argentina)
Cartão vermelho: Angel di María (Argentina)

Gols:
BOLÍVIA - Marcelo Moreno, aos 11; Joaquín Botero (de pênalti), aos 32, e Alex da Rosa, aos 44 minutos do primeiro tempo; Botero, aos 9 e aos 20; e Didi Torrico, aos 42 minutos do segundo tempo.
ARGENTINA - Lucho González, aos 24 minutos do primeiro tempo.

BOLÍVIA: Carlos Arías; Gatty Ribeiro, Juan Peña, Ronald Rivero e Abdón Reyes (Ignacio García); Didi Torrico, Leonel Reyes, Ronald García (Walter Flores) e Alex da Rosa (Mauricio Saucedo); Joaquín Botero e Marcelo Moreno.
Técnico: Erwin Sánchez

ARGENTINA: Juan Pablo Carrizo; Javier Zanetti, Martín Demichelis, Gabriel Heinze e Emiliano Papa; Javier Mascherano, Fernando Gago, Lucho González (Marco Angeleri) e Maxi Rodríguez (Angel di María); Lionel Messi e Carlos Teves (Daniel Montenegro).
Técnico: Diego Armando Maradona


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EFE

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