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Futebol

08/03 - 19:58

No dia de Ronaldo, Luxemburgo culpa árbitro e Coronel Marinho

Treinador reclamou de uma falta sobre o lateral Armero e dos cartões amarelos dados para sua defesa

Gazeta Esportiva

PRESIDENTE PRUDENTE - Assim que o clássico deste domingo em Presidente Prudente terminou, uma multidão se aglomerou para ouvir as palavras de Ronaldo minutos após o corintiano ter marcado o gol que selou o empate por 1 a 1 com o Palmeiras. Do outro lado do campo, Vanderlei Luxemburgo corria com o dedo em riste em direção a que considerou ser o protagonista do duelo: Cleber Wellington Abade.

O comandante alviverde responsabilizou o árbitro por não ter vencido o Derby - o jogo estava 1 a 0 a favor de sua equipe até os 47 minutos do segundo tempo - e disse tudo isto com veemência para o apitador, esbravejando-se também contra o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Coronel Marcos Marinho, com quem trava discussões públicas desde o Estadual do ano passado.

"Falei para o Abade: 'você não vai para casa com a consciência tranqüila'. O Coronel Marinho afastou o Anselmo porque dava aula no meu instituto, mas o bandeira de hoje foi testemunha contra mim no caso da paquera com o Cintra. Você fica na dúvida", reclamou Luxemburgo.

A raiva do treinador é um acúmulo de duas de suas últimas polêmicas. No Paulistão de 2006, com a intenção declarada de desviar o foco de uma derrota por 3 a 1 para o São Paulo, Luxemburgo, então no Santos, afirmou que o árbitro Rodrigo Cintra o "paquerou" durante o jogo. Segundo ele, o assistente Carlos Augusto Nogueira Júnior, que auxiliou Abade neste domingo, foi testemunha de Cintra no processo movido contra o técnico.

Dois anos depois, o comandante palmeirense lançou o Instituto Vanderlei Luxemburgo e anunciou Anselmo da Costa, filiado à FPF, como professor de arbitragem. Marinho afastou Anselmo por não achar ético que ele apitasse em um campeonato que Luxemburgo trabalhasse. E o treinador reclama disso até hoje.

"Agora quero ver quem me persegue dizer que o Marinho errou hoje ao escalar este bandeira. Acho uma grande bobagem ter afastado o Anselmo, mas o critério tem que ser seguido. O Marinho tem que ter a responsabilidade de dar uma resposta sobre isso e ter um discernimento sobre o que o Abade fez no jogo", cobrou Luxemburgo.

Na visão do técnico, o maior erro de Carlos Augusto Nogueira Junior foi uma falta que não foi dada em cima de Armero e um inexistente toque de mão de Marcão. Tudo, segundo Luxa, corroborado por Abade. "A tendência era ele marcar falta perto do gol. Até parece que estava torcendo para o Ronaldo fazer o gol", ironizou.

"O Abade me falou que vai carregar na súmula, mas não sei por quê. Fui veemente contra ele sim, pela falta que ele não deu no Armero, pela pressão que colocou nos meus jogadores. Ele amarelou minha defesa inteira e falou que ia pôr todo mundo para fora", revelou o treinador, ainda esboçando irritação nos vestiários do Prudentão. "Ele foi tendencioso e prejudicou a minha equipe. Tenho certeza que ele vai embora com a consciência pesada", reforçou.

Para Marinho, Luxemburgo só reclama quando não ganha: Pouco depois de Luxemburgo ter vociferado mais uma vez contra seu trabalho, Coronel Marinho deixava o Prudentão com a mesma defesa das polêmicas de 2008: o técnico do Verdão só o ataca quando não vence.

"O Luxemburgo gosta de desviar um pouco a coisa. Porque ele não falou disso antes?", indagou à Rádio Globo, lembrando que a escala de arbitragem é divulgada com antecedência. "Não vi nada de tão extraordinário ou polêmico para justificar esta reclamação. Mas este é o jeito que o Luxemburgo usa para justificar empates ou derrotas do seu time", completou.

Demonstrando tranquilidade, o chefe da arbitragem paulista aprovou a atuação de Abade. "Ele merece nota sete ou oito. Teve alguns errinhos, mas todos normais em um clássico", avaliou.


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