Coluna De Bico com Cimatti
CBF/Divulgação
Coluna De Bico com Cimatti

Foi logo depois do carnaval de 2014 que meu celular tocou. Era o Zallo Comucci, chefe da Rádio Globo, me chamando para trabalhar lá. Falei com os amigos da Estadão que tinha aceitado o convite. Que ia conviver com esportes, realizar meu sonho, participar de jornadas de futebol. Meu sonho de menino estava sendo realizado.

A Rádio Globo me ensinou muita coisa. Me ensinou que futebol não é só chute para frente, drible e defesa. Me ensinou que futebol é tática, estatística, ideia de jogo. Que futebol é tudo isso junto. Fiz grandes amigos e tive a oportunidade de dividir microfone com gente que eu ouvia desde criança. O Oscar Ulisses foi um deles. Admiração total. Gratidão.

A Rádio Globo marcou uma época muito feliz na minha vida; na Rádio Globo eu decidi parar de fumar. Na Rádio Globo eu conheci o Maércio Ramos, um dos meus grandes amigos, que chamo de pai. E com o Morcegão eu tomava uma cervejinha sempre às 0h, quando o Toda Noite – programa que ele apresentava – acabava. O Morcegão me mostrou como é importante sorrir. Até triste o Morcegão sempre sorriu.

As aberturas de jornada eram fantásticas. Ele me ligava: “Cimattinho, separa aquela música ‘Tô nem aí’, da Luka”. E – de forma genial – misturava música e contexto do jogo. Entregava para o narrador com o clima lá em cima, como se diz no nosso jargão de rádio. O Jesse Nascimento, que era meu chefe, me ensinou a produzir (o que faço até hoje). “Cimatti, liga lá pra Arapiraca, em alguma padaria, e tenta achar o Zezinho das Couves”. Sempre dava certo.

Cometi muitas gafes. Gafes que me orgulho.

Lá na Rádio Globo eu trabalhei com o Zé Elias, que eu tanto vi pela televisão. Virei amigo do Zé. Olha que honra!

Assim como fiquei amigo de muitas pessoas. Tentei escrever o nome de todos, mas vai ficar chato se eu cometer a sandice de esquecer alguém. Não seria justo.

Na Rádio Globo – em 2015 – eu conheci a Laura. Por quem fui apaixonado e perdi contato. Na verdade a gente voltou a se falar recentemente, mas as coisas já não são como antes. Algumas coisas mudam com o tempo. Quase nada permanece igual, paralisado, pausado. Sentimentos e sensações mudam o tempo todo.

Eu saí da Rádio Globo em 2016. Final de 2016.

Mas o que eu aprendi na Rádio Globo não vai sair de mim.

Minha gratidão é eterna.

Se eventualmente sentimentos mudam, alguns duram para sempre.

É como se meu telefone tocasse de novo e eu pudesse atender e dizer: obrigado.

Obrigado por tudo, Rádio Globo.

Que orgulho fazer parte da sua história.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Mostrar mais

      Comentários