O Flamengo engoliu o Palmeiras no Maracanã. Controlou a partida o tempo todo e, mesmo quando fez o primeiro gol, não deixou de pensar nos próximos. O alviverde demonstrou exatamente o contrário: teve muito mais medo do que vontade de vencer. Jorge Jesus procura o jogo. Luiz Felipe Scolari tem se escondido dele. É incapaz de virar uma partida.

No mercado, o rubro-negro trouxe Gabriel, Bruno Henrique, Arrascaeta, Rafinha e Filipe Luís. Jogadores que caíram como luva e fizeram o grupo evoluir. O Flamengo é favorito ao título. Ao lado do Santos pratica o melhor futebol do Brasil. A diferença é que o ótimo Jorge Sampaoli possui poucos ovos - se é que tem algum - e faz omelete por milagre. Mas o que vale agora é a mentalidade. É a mentalidade que está acabando com o futebol daqui.

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Os técnicos são medrosos . Têm medo de agredir o adversário. Vivem de uma bola, de um contra-ataque, de um chutão. Fábio Carille, Mano Menezes, Felipão e uma infinidade de "professores" vivem assim. Ganham, empatam e perdem da mesma forma. Na maioria das vezes por um a zero ou zero a zero. Gol virou agulha no palheiro. Cada vez mais raro. A cada dia menos necessário. Estamos distantes da Europa.

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O europeu Jorge Jesus deu outra alma ao Flamengo. O Flamengo é um time que não cansa de ter a bola. Não tem nojo da bola. Passa de um lado para outro, buscando o arco adversário. O Fla de Jesus é um dos favoritos na Libertadores. Vai encarar o também ótimo Grêmio de Renato Gaúcho. A diferença é que os cariocas têm melhores peças. Elenco mais qualificado.

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Scolari é o principal responsável pela eliminação alviverde da competição sul-americana. É apaixonado pelo futebol de Deyverson. O amor realmente é cego. O passado glorioso de Felipão no Palmeiras não marca gol. A relação atual só desgasta, machuca, arranha. O provável mais rico do continente merece o ataque. Merece tentar - pelo menos tentar - vencer. Coragem é uma virtude. Virtude rara.

Eis a diferença entre um técnico que pensa em jogar e outro que só sabe (sabe?) se defender: três a zero. Baile do Flamengo no Maracanã. Felipão não oferece mais do que isso. Dizia o sempre atual Belchior: o passado é uma roupa que não nos serve mais.

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