Tamanho do texto

Gustavo, autor do segundo gol contra o São Paulo, está sendo decisivo na temporada. Foi bastante questionado quando chegou, como Gustagol

Gustavo, o Gustagol, artilheiro do Corinthians no começo da temporada 2019
Twitter/Reprodução
Gustavo, o Gustagol, artilheiro do Corinthians no começo da temporada 2019

Que atire a primeira pedra quem nunca foi Gustavo. Questionado, humilhado, subestimado. Quem nunca perdeu chance clara. Chances, no caso. Gustavo chegou como Gustagol. O final do apelido tinha tudo para encerrar a carreira promissora. Uma pressão desnecessária. Desnecessária diante da loucura que é jogar por tantas vozes. Que antes gritavam xingando. E hoje berram vibrando.

Leia também: Minha análise IMPERDÍVEL sobre a derrota do Tricolor na Libertadores

Gustagol voltou depois de bom estágio na Serie-B. Veio para ser reserva de Boselli. Roubou a cena, ganhou a luz, preencheu o palco. Virou titular. Ganhou o lugar que já foi de Casão, de Ronaldo, de Jô. De tantos melhores e mais técnicos. Mas parecidos no brilho. Na estrela.

Gustavo errou o chute. Vi duas vezes seu gol, num bar, depois de algumas cervejas. Errou o peito do pé na bola, mas acertou o placar. E a voz. E o berro. E a vitória. Ela deixou o pé de Gustavo para morrer no canto de Volpi. No tranco e no barranco. Como é o maloqueiro e sofredor que já ofendeu Gustavo. Que é gol, agora. Que é ele contra tudo e contra todos.

Leia também: Corinthians vence clássico marcado por erros da arbitragem

Nem Love, nem Boselli, nem ninguém. O time não joga por música. Não dança driblando. Nem quer fazer espetáculo. Não enche os olhos. Mas vence clássicos. Ganha por um a zero. Sai com sorriso no rosto e coração aliviado. É o estilo Carille . Há quem goste ou não. E há quem tenha orgulho do presente lição da escola de Tite. Meio a zero é goleada. Dois a um é vareio. 

Leia também: Deyverson - um maluco de 27 anos

Gustagol é Gustavo. Um qualquer. Não é ninguém. Jamais será Marcelinho, Luizinho, Carlitos. Nem Luizão, Edilson, Viola. Mas é o berro de gol de hoje. O motivo da alegria de domingo. O grito de gol se chama Gustavo. O sorriso corintiano dos últimos finais de semana.

    Leia tudo sobre: Futebol