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A coluna questiona a qualidade do futebol que se joga no continente. É difícil se manter concentrado. Os jogos têm muitos chutões. Está chato de ver

Começou o jogo. Importante para o São Paulo, aliás. Na Argentina, contra o Talleres, pela Libertadores . Bola pela direita. Hernanes recebe. Perde. Chutão pra frente. Os donos da casa desperdiçam. Tá chato de ver o futebol sul-americano. E eu tô preocupado. Tô com uma unha do pé incomodando. Tá encravada. E olha o Tricolor aí de novo. Insiste com Bruno Peres. Enzo Diaz desarma. Já é a segunda vez que esse dedo dá trabalho. Tá sangrando. Ai. Opa. Olha aí o São Paulo . Perdeu a bola de novo.

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André Jardine vive momento complicado na Libertadores com o São Paulo
Por Rubens Chiri / saopaulofc.net
André Jardine vive momento complicado na Libertadores com o São Paulo

Comprei romã para experimentar. Vou fazer suco quando chegar em casa, sei lá, umas 3h. E escrever a coluna para o iG. Falando sobre o jogo. Aliás: deixa eu me concentrar. Lá vem de novo o São Paulo. Vinha. Chutão pra frente. Bola pro mato que é final de campeonato,  Libertadores . Quem será que inventou essa frase? Um clássico. Todo mundo fala. Que nem “quem não faz, toma”. Que nem “quem não arrisca, não petisca”. Ê jogo chato em Córdoba. 

Agora vai. O Pablo recebeu na área. O Ulisses Costa narrou “mas o que que é isso”. É mais uma vez que a bola não ficou no chão. Chutão. Tava tão legal o jogo na Espanha. Copa do Rei: Barcelona 1x1 Real Madrid. Lá e cá. Não dava nem pra ficar distraído. Duelo técnico e tático. Agora eu só penso no omelete, na unha, na escova de dentes que preciso comprar. E não acontece nada na Argentina. Não acontece nada no futebol brasileiro. Só com o Santos. É legal ver o Santos jogar. Só.

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Tô com gases. Ando comendo muito feijão na dieta nova. É carboidrato e tenho de consumir mais proteína. Se bem que proteína demais também dá gases. Já tomei aquele pó de proteína um tempo e até passei mal. Não por causa do pó, mas porque bebi muito. Como chama aquele troço que mistura vinho com fruta? Não lembro a fruta. Isso foi em 2008 e eu não posso nem sentir o cheiro, até hoje. Pior do que pum. Dos gases que estou por causa do feijão.

Ihhhh. Olha lá. Gol do Talleres . Finalmente aconteceu alguma coisa. E um golaço, no ângulo. Já fiz um desses no Liceu, minha primeira escola. Pela primeira vez fui aplaudido de pé. Eu só sabia chutar. Não driblava, não passava, não corria. Naquele dia deu certo. Opa. O Hudson foi expulso. E o Deyverson, hein? 350 pilas a menos na conta. Talvez nem faça diferença. Tô no negativo. Devendo pra todo bairro. Tô latindo no quintal pra economizar cachorro. E a frase não é minha. E de quem será essa frase? É genial. Vixi. Gol do Talleres. Dois a zero. Hudson expulso.

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Vai ficar pegada a coisa. É Libertadores . Bocejei. Por que bocejo é contagioso? Se o Gustavo Soler bocejar aqui no estúdio, eu também vou bocejar. O Rafinha Palestra também. E o Milton Neves também. E o Claudio Zaidan também. E o Vinícius Bueno. E logo o quarteirão todo estará bocejando. E o bairro. E a cidade. E o estado. O país. A Argentina . Os jogadores. O mundo bocejará. Ahhhhhh. Que sono. Piiiiii. Acabou o jogo. Mas já?

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