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Verdão e Inter vence. Flamengo empata no Morumbi. Instantes finais da competição serão marcados pela luta, inteligência e emocional dos times

O craque Alex sempre diz que vários fatores influenciam em campo. O emocional muitas vezes ultrapassa o físico e técnico. São onze jogadores formando um grupo. Onze pessoas completamente diferentes, mas que criam um time. O Flamengo perdeu a segunda posição do Campeonato Brasileiro. Enfrentou jogo difícil no domingo, contra o São Paulo, no Morumbi. Empatou. E viu o Internacional vencer na bacia das almas e tomar seu lugar na tabela.

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É inegável que o Flamengo esboçou reação com Dorival Júnior. A troca no comando deu ao clube carioca possibilidade de vencer e - mais do que vencer - ter propriedade plena em algumas partidas. A primeira crise chegou. O nome dela é Diego Alves. O goleiro se recusou a ficar no banco contra o Paraná e desde então entrou em rota de conflito com a comissão técnica. Houve discussão acalorada durante a semana com Dorival. E me parece que o Fla também precisa evoluir no emocional  para continuar na briga. Os tais outros fatores, citados pelo gênio Alex. 

O Palmeiras levou o duro golpe no meio da semana passada. Foi eliminado da Libertadores pelo carrasco Boca Juniors e seguiu sua vida. Três dias depois enfrentou clássico e derrotou o Santos. Jogo que exigiu frieza, mais do que talento. O alviverde vinha vencendo por dois a zero, vacilou e viu o rival empatar. Depois marcou o terceiro. Resultado maiúsculo não só pelos grandes três pontos na tabela de classificação, mas também no desafio emocional. O líder está vivo e com maior vantagem em relação ao segundo posicionado. Será difícil perder o campeonato.

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O Inter só é o segundo graças ao grande trabalho do jovem Odair Hellmann. E ainda assim não é nada brilhante. Nenhum é. O treinador se destaca ao fazer um elenco médio sonhar com título de uma competição que premia o mais regular durante vários meses. Escrevi - faz pouco tempo - que a taça ficaria entre Palmeiras e Flamengo. Ainda acho. Mas o Colorado é surpresa agradável até aqui. Duvido que exista voos mais altos, mas futebol é imprevisível. A bola ainda não parou de rolar. Há jogo pela frente.

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Palmeiras, Inter e Flamengo precisam estar inteiros em campo. O jogo no Brasil é mais marcado pela força do que pela técnica. É mais transpiração do que inspiração. O nível de exigência é baixo. Os três precisam estar inteiros com o corpo e, sobretudo, com a cabeça. No emocional . A inteligência é maior do que a força e a ignorância. E sempre será. Apesar de não estar na moda.

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