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Os argentinos bateram o Verdão por dois a zero, em Buenos Aires. Palmeiras não foi bem e terá de conquistar grande resultado para se classificar

Benedetto saiu do banco para mudar o jogo e dar vantagem ao Boca em cima do Palmeiras na semifinal da Libertadores
Divulgação
Benedetto saiu do banco para mudar o jogo e dar vantagem ao Boca em cima do Palmeiras na semifinal da Libertadores

Faltou um Alex. Mas é injustiça dizer que simplesmente faltou um Alex. Faltou alguém para pensar o jogo, para fazer a bola chegar nos atacantes, para chutar de fora da área. Alguém para fintar o limitado meio de campo do Boca. Que fuzilasse com a perna esquerda. Que repetisse a semifinal de 1999, diante do também argentino River, em jogo complicado. Faltou – de fato – um Alex. Mas faltou – principalmente – vontade de ganhar. De jogar futebol. De não segurar o resultado.

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O Palmeiras entrou em campo na Bombonera para não perder. Foi completamente passivo e viu o Boca ter as principais oportunidades. Weverton teve de fazer grandes defesas – entre elas um milagre em cobrança de falta - para evitar desastre pior na primeira partida da semifinal. A zaga foi razoavelmente bem, principalmente no primeiro tempo. Tirando o drible tosco que Luan tomou de Benedetto, no segundo gol argentino. O primeiro foi de bola parada. E bola parada sempre é culpa da defesa. Dava para evitar o resultado adverso.

Dava para ter colocado Lucas Lima antes. Nem que fosse no segundo tempo, na metade da etapa final, nos quinze últimos minutos. Lucas Lima seria opção para o último passe. Entrou tarde demais. Willian Bigode destoou. Destoou em um time que sequer conseguiu chegar na nota. Desafinou o grupo todo no famoso estádio azul e amarelo. Hyoran deveria ter ganhado chance. Felipão é teimoso, porém. Para o bem e para o mal. Tem sido mais para o bem do que para o mal. Mas não foi o caso de quarta.

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A missão ficou dificílima. A Libertadores tem gol fora no regulamento. Se o Boca fizer um em São Paulo, o  Palmeiras terá de fazer quatro em casa. Dois a zero leva para os pênaltis. Os argentinos são bem mais limitados. São menos badalados, menos acreditados, menos valorizados do que os palmeirenses. Mas têm vantagem considerável e difícil de reverter. O alviverde vai ter de jogar com a alma e com o coração, especialidade de seu técnico. Mas terá de jogar – sobretudo – com coragem. A coragem que vinha tendo, mas que não teve na Bombonera.

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Felipão terá de trocar o pneu com o carro andando para chegar ao resultado . Sacudir a poeira e levantar a cabeça. Sábado já haverá final antecipada do Campeonato Brasileiro. O adversário será o Flamengo. Outro osso duro de roer. O final de semana e quarta devem definir o ano palmeirense. Certamente vai faltar um Alex, mas talvez sobre Felipão. O Palmeiras precisa de bola no chão e cabeça no lugar. E coragem. Muita coragem.

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