Tamanho do texto

O clássico terminou sem gols, mas com o Santos melhor do que o São Paulo. Em Salvador, Felipe Melo dedicou seu gol a Jair Bolsonaro e causou polêmica

Felipe Melo não jogou clássico, mas marcou contra o Bahia e dedicou a Bolsonaro
Tiago Caldas/FotoArena/Estadão/Reprodução
Felipe Melo não jogou clássico, mas marcou contra o Bahia e dedicou a Bolsonaro

O clássico teria sido mais justo se Rodrygo tivesse acertado o gol de Sidão. Ele ganhou de Arboleda e bateu de chapa, mas a bola apenas beijou a trave. O Santos foi melhor do que o São Paulo. Só que teve dificuldade na hora de decidir o jogo. O Tricolor é paciente. Sabe esperar a melhor chance e jogar fechado. É muito qualificado com Diego Aguirre armando a equipe. Atua coletivamente.

Leia também: São Paulo segura Santos na Vila Belmiro

O Santos foi bem melhor no segundo tempo. É complicado manter o ritmo por noventa minutos. O Peixe caiu na etapa final do clássico , mas ainda criou chances. Evoluiu demais com Cuca: são oito jogos sem sofrer gols. São nove jogos sem perder. O clube perdeu tempo demais apostando em Jair Ventura, que não tem a mínima semelhança com a filosofia santista. Cuca chega bem mais próximo. Pena ter uma diretoria absolutamente perdida e incompetente. 

No São Paulo , Leco distribuiu poder. Incapaz de fazer bom trabalho, trouxe Raí e Ricardo Rocha. E o principal: deu poder a ambos. Consequência: dorme na liderança - justíssima - do Campeonato Brasileiro. Parou de sofrer demasiadamente. Não foi bem na Vila, mas sabe ser guerreiro e sustentar um resultado importante. Fundamental até, dependendo do que acontecer amanhã, com o Internacional em campo. José Carlos Peres fez tanta bobagem que talvez nem tenha mais liderança para distribuir no Santos. 

Leia também: CR7 marca duas vezes pela Juventus

O Palmeiras saiu perdendo para o Bahia, em Salvador. Felipe Melo empatou e dedicou o gol a Jair Bolsonaro . O candidato já respondeu por racismo e é sempre acusado por séria intolerância. Acusado por homofobia, racismo, misoginia e xenofobia. Já defendeu ditador no Congresso. Eu jamais seria amigo dele. Os dois combinam bastante, mas não tenho a mínima simpatia por ambos. Quero distância.

Leia também: Douglas Costa de desculpa por cuspir em rival

Na Vila, o  clássico  terminou com incríveis quase dez cartões amarelos. Tudo é muito violento no Brasil, não só no futebol. Felipe Melo talvez seja a imagem e semelhança de um país nervoso e atrasado demais, dando pontapés nas canelas mais próximas. Que o drible seja a maior arma do futebol. Meu voto não é o mesmo que o dele.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.