Tamanho do texto

Clayson não foi bem no duelo dessa quarta-feira, contra a Chapecoense, na classificação corintiana. O Timão vai enfrentar o Flamengo nas semifinais

Pelo desempenho, Clayson pediu para sair. Só não viu quem não quis. Pediu, não: implorou. Só faltou se ajoelhar. Errou tudo que tentou fazer no jogo. Errou passes, errou dribles, errou desarmes. Errou arrancadas, olhares, marcações. Nada deu certo para o atacante corintiano . A substituição era óbvia. O mínimo, eu diria. E demorou demais para acontecer. Só foi consolidada aos 30 e poucos do segundo tempo. Muito tarde.

Leia também: Romero não sabia jogar, mas aprendeu no Corinthians

Atacante Clayson do Corinthians
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Atacante Clayson do Corinthians

A saída de Clayson era um consenso. Corintianos de todas as partes, amigos, imploravam. E nada. Corintianos que viram Piá, Clodoaldo, Perdigão e Zelão. Fieis que arrancaram os cabelos com Marinho e companhia. Os que sofreram com Pato. Até eles, fanáticos pacientes e conformados, queriam ver o baixinho entre os reservas. E nada, nada, nada. Loss não ouvia.

Leia também: Vocês, os pais dos meus pais

Coisas impossíveis se mostravam mais próximas do que a saída de Clayson. Parecia que o PMDB sairia do governo antes, que a família Sarney deixaria de ter cargo público, que o Fluminense perderia na Justiça. Parecia que as coisas mais absurdas se tornariam realidade antes da substituição implorada pelo corintiano. Que os dinossauros invadiriam a terra. Que chegaria 2049 e Loss estaria lá: parado, pensante, e nada de sacar Clayson.

Leia também: Corinthians vence a Chape e se classifica

O Corinthians se classificou. Pega o Flamengo na semifinal da Copa do Brasil. O jogo na Arena Condá, na quarta, foi ruim. Como a maioria é aqui no Brasil. Morno demais.

Clayson foi frio. Não fez questão nenhuma de aquecer o jogo. Frio como o copo de água que jogou em uma torcedora no final de semana.