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No Chile, o Timão perdeu por um a zero para o Colo-Colo com atuação abaixo da média. No Brasil, a equipe precisa mostrar mais em campo para avançar

Valdívia ainda joga bola. Jogaria em muitos times brasileiros. Talvez até no próprio Corinthians . Ele é o cérebro do Colo-Colo e fez a diferença com seus giros diante dos marcadores. Valdívia já não tem a mesma velocidade, a mesma rapidez, a mesma competência. Mas quem tem? O tempo passa, torcida brasileira. Fiori sempre teve razão.

Colo-Colo de Valdivia venceu o Corinthians no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores
Divulgação
Colo-Colo de Valdivia venceu o Corinthians no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores

Valdívia , de 34 anos, ainda tem lenha para queimar. Jamais foi craque, fora de série, gênio. Valdívia, no entanto, é acima da média e se destaca por isso. Passa como poucos. Acha bem seus companheiros. Sorte do time chileno, que tem um camisa dez de talento. E que leva a vantagem para São Paulo. Vantagem absolutamente reversível para o bom time do Corinthians.

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Muitos criticam o elenco do Timão. Enaltecem as importantes – é verdade – saídas do elenco. Choram por Balbuena e Rodriguinho. Mas há jogadores importantes. Tem Cássio: figura fundamental contra desastre maior no jogo de ida, fazendo belas e grandes defesas. Tem Danilo Avelar, Gabriel (que não foi bem ontem), Jadson, Pedrinho e Romero. São ótimas peças que podem, sim, reverter no Brasil. A esperança vive em Itaquera .

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Difícil para reverter será para o Flamengo. Em casa, no Maracanã, saiu derrotado para o Cruzeiro. Dois a zero. Isso que Thiago Neves perdeu gol incrível: quase na linha da baliza, cabeceou no travessão. O escrete carioca terá de igualar ou ultrapassar a vantagem mineira. Tarefa ingrata.

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No Chile, Valdívia deu nova lição a quem gosta de futebol: futebol não se esquece. É só querer – coisa que talvez não tenha acontecido sempre com o Mago – e ter saúde. O Corinthians vai ter de correr para alcançar o Colo-Colo. Com corpo e inspiração.

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