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Cuca substitui Jair Ventura, criticado por se defender mais do que atacar no comando do Santos. O último título do novo técnico aconteceu em 2016

Cuca, novo técnico do Santos
Divulgação
Cuca, novo técnico do Santos

O elenco do Santos é melhor do que vinha jogando com Jair. Tem peças importantes, que atuavam presas pela convicção do antigo treinador. Eram, na teoria, quatro atacantes. Que pareciam quatro volantes. Era desarme com jogadores que gostam de driblar. Era um nada em campo, um caos na tabela de classificação, dor de cabeça nas arquibancadas. Evidente que não combinavam: Jair é água, o Santos é vinho. A diretoria demorou para enxergar. Correu sérios riscos.

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Acertou com Zé Ricardo. Acertou com Dorival Júnior. Conversou com Vanderlei Luxemburgo. Quis Juan Carlos Osório. Fez novela longa demais. Demorou mais uma rodada, o que rendeu mais uma derrota. No último capítulo, perderia, teoricamente, com autor tão desastrado. Mas José Carlos Peres parece ter feito – enfim - sua primeira boa escolha desde que assumiu o comando do Santos : contratou Cuca.

Cuca , no Palmeiras, peitou Dudu e ganhou o ponta. A ponta, posteriormente. Foi campeão brasileiro por ter coragem e por ganhar o respeito do grupo. Inventou a dupla Moisés e Tchê Tchê. Alternava e alterava a formação. Centralizou Gabriel Jesus. Deu rosto ao alviverde. Depois, na volta, sofreu com Felipe Melo. Hoje é o torcedor palmeirense quem sofre com o volante. Que mais fala e menos joga. Que mais faz falta em campo do que fora dele. Cuca perdeu a queda de braço. O Verdão – ainda hoje - precisa de alguém para colocar os pingos nos “is”. Alguém com autonomia para definir. O Santos também precisa.

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Precisa de alguém para aparar arestas com Gabriel. Colocar o bom menino da Vila novamente nos trilhos. Mostrar sua importância para o grupo e retomar seu ótimo futebol. O Santos precisa de alguém que prefira dribles a desarmes. Que prefira a liberdade, não o empate. Alguém que pode – e deve ser – Cuca. Jamais foi Jair. Assim como o Santos não foi o Santos com Jair. Não seria com Zé Ricardo .

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Que a arte vença a marcação. E que o Santos seja o Santos outra vez. Com Cuca no comando. Não com Jair treinando. O torcedor certamente está aliviado sem o antigo defensor. Digo: professor. “Professor”. Ufa.

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