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O craque fez gol e deu assistência na classificação contra o México. Neymar - mais uma vez - silencia os críticos e mostra sua importância. O drible venceu o julgamento e, agora, o que resta é engolir e aceitar sua relevância

Os críticos queriam que Neymar ficasse quieto. E ele ficou. Apanhou o tempo todo - de novo - e não fez nada. Queriam que ele mudasse o cabelo. E ele mudou. Os perseguidores queriam o craque brasileiro rolando menos depois de pancadas maldosas em seu pé direito. Devem ter vibrado demais quando Layún pisou no camisa 10. Mas, para tristeza dos idiotas que detestam Neymar, ele seguiu. Fez o primeiro gol e deu o segundo para o bom Roberto Firmino. Foi fundamental na classificação. Considerado o melhor em campo , pela Fifa. Neymar colocou o dedo indicador na boca, como dizendo: calem a boca. Vão ter de calar. Não ouviremos tantas bobagens como nos últimos dias. Ufa.

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Neymar e Paulinho comemoram juntos primeiro gol da seleção brasileira contra o México
André Mourão/MoWA Press - 2.7.18
Neymar e Paulinho comemoram juntos primeiro gol da seleção brasileira contra o México

Quem critica Neymar por conta do talento não sabe nada sobre futebol. Calando a boca, como pede o craque, continuam agregando na mesma proporção que quando falam pelos cotovelos: nada. Pelo menos, no entanto, poupam o tempo do craque e de quem gosta do drible. Em um final de semana que perdemos Messi, Cristiano Ronaldo e Iniesta, amigos, ganhamos Neymar. A Copa se entristeceu por perder três gênios, mas sorri - de canto de boca - por ver Neymar mais forte do que seus invejosos. Neymar está vivo. Vivíssimo, como o Brasil e a arte. A rabugice vai morrer com a convicção dos idiotas. Assassinada pelo drible.

O Brasil está crescendo no momento certo. Fez uma estreia abaixo do que se esperava contra a Suíça e foi evoluindo com o tempo. Willian é a prova disso. Jogou demais contra o México. Em suas arrancadas, seus dribles, suas recomposições. Willian e Paulinho. Paulinho também tem enchido o meio de campo, ganhando confiança, importante nos passes.

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E Thiago Silva, então? O que dizer de Thiago Silva? Foi massacrado por todos depois de ter chorado em 2014. É gente: cai, levanta, cresce, evolui. O brasileiro adora apontar o dedo, mas tem dificuldade para bater palmas. Thiago carregou pela segunda vez a faixa de capitão e foi completamente efetivo. Seguro, destemido, forte. Forte demais. Emocionalmente, inclusive. Adeus, senso comum.

O próximo adversário é difícil. A Bélgica tem talento, algo desgostoso para os imbecis que detestam Neymar e o drible. Será um jogo aberto e o camisa dez brasileiro estará lá: calando - mais uma vez - a convicção tosca dos idiotas. Para o bem dos ouvidos e da bola, sobretudo.

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