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O Brasil depende de Neymar e cai demais sem o craque. No empate contra a Suíça, o atacante sumiu diante de problemas físicos e os companheiros responderam negativamente

Neymar contra Suíça
Divulgação
Neymar contra Suíça

A verdade é que o Brasil é extremamente dependente de Neymar . O desempenho da seleção muda completamente quando o craque está em campo, inteiro, em plenas condições. Os outros crescem, se enchem de confiança, o time encorpa. Neymar chama a responsabilidade e tem qualidade técnica acima de todos os companheiros. É um dos três gênios do futebol mundial. Sem Neymar a equipe fica completamente inibida. Foi o que ocorreu contra a fraca Suíça.

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Neymar vem de contusão e teve dificuldades. Ficou evidente a cada arrancada, falta sofrida, oportunidade desperdiçada. Nos pontapés recebidos pelo craque, no desespero no semblante de cada brasileiro em campo, nos minutos que passavam. Na timidez exagerada  de Gabriel Jesus, Willian e Paulinho. Neymar assustou quando colocou a mão no pé direito. E mancou, consequentemente, depois de uma das muitas chegadas dos retranqueiros suíços. Ele continuou no gramado. Não houve substituto. Não há, aliás.

Neymar deixou de ser somente um jogador para o time brasileiro. É uma espécie de alma, de símbolo, de marca. O diferente, o driblador, a segurança. Perder Neymar é não ter mais alternativas. E perder também um pouco de cada peça escalada. Ninguém rende como poderia render se Neymar não estiver com o uniforme da seleção. Não há no banco, na lista reserva e nem em todo futebol nacional alguém que preencha o vazio que Neymar causou nesse domingo. E pode ser maior. É preocupante, amigos.

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Em 1962, Pelé sentiu lesão e deu lugar a Amarildo. Amarildo decidiu a Copa ao lado de Garrincha. O Brasil ainda tinha Garrincha. O Brasil de 2018 não tem Garrincha. E nem tem outro Amarildo. Só tem Neymar. E um exemplar, apenas.

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