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Tite escolheu os 23 jogadores que vão integrar o elenco da seleção na Copa do Mundo. A lista tem algumas 'surpresas'

Tite é coerente. Convocou por méritos e também - ainda que negue - por confiança. Alguns nomes eu não levaria. Não levaria Taison e Fred, por exemplo. Entendo que Luan e Arthur têm mais merecimento. Os dois estão fazendo história no Grêmio e é inegável o talento dos jovens atletas de Renato Gaúcho. Mas, por outro lado, eu não vejo o futebol ucraniano com regularidade. Nem sou Tite. Nem tenho o respeito que só ele tem com a torcida brasileira. Tite fez ressurgir o sentimento com a seleção. Reanimou o que acabou em pedaços depois de 2014. Tite virou uma espécie de simbolo nacional.

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Tite na seleção brasileira
Mowa Press
Tite na seleção brasileira

Daniel Alves, monumento de lateral, também é uma espécie de simbolo da seleção. Vai fazer muita falta. Cortado por causa de lesão, ele abre vaga para Fagner e Danilo. Fagner entra na lista da confiança e também na lista do merecimento. É muito regular o melhor na posição atuando no Brasil. Mas Danilo, segundo o próprio Tite, inicia a disputa com um pouco mais de vantagem. Danilo, que atua no Manchester City, é experiente em competições internacionais e isso pode fazer diferença. No gol a principal novidade - ou confirmação, no caso - foi Cássio. E ele fez por merecer. É um dos grandes personagens da história do Corinthians e não é cedo para reconhecer. 

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Na zaga veio a melhor novidade: Geromel. Convocar Rodrigo Caio e deixar Geromel de fora seria uma das maiores injustiças. Rodrigo Caio não está jogando absolutamente nada no São Paulo e não chega nem perto da forma do gremista. O mérito venceu a confiança, para o bem geral da nação. Apenas seis nomes de 2014 permanecem na lista quatro anos depois do grande vexame. É um grupo inegavelmente renovado com um treinador absoluto e respeitado.  

Talvez eu tivesse convocado Grohe, Hernanes, Luan. Talvez eu tivesse chamado Jaílson, Fábio, Arthur. Mas jamais levaria Taison. Jamais levaria Fred. Mas eu não sou Tite: quem levou o orgulho de volta ao futebol brasileiro. Existe confiança novamente. Confiança no treinador. E confiança do treinador. E não vamos negar isso, por favor.

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