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Goleado em Porto Alegre pelo Grêmio, o Peixe deixou seu DNA ofensivo de lado. E já faz tempo.

O Santos que eu conheci golearia quase sempre. E seria goleado poucas vezes. Teria força ofensiva. Pensaria no ataque como melhor forma de defesa. O Santos que eu conheci apostaria na base e não assistiria desmontar seu chão. Priorizaria o drible e minimizaria o desarme. Seria mais Renato do que Jair. Seria mais Santos do que foi nesse domingo.

O Santos que eu conheço é Robinho gingando. Não um bando de volantes marcando. É Ganso passando. Não é um monte de atacantes travando. É Neymar chegando. É alguns jogadores faltando. O Santos que eu conheci revelaria o bom Rodrygo. Mas pensaria pra frente. E jogaria como sempre jogou em sua história gloriosa.

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Gazeta Press
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O Santos que eu conheci jogaria com três ou quatro atacantes. Mas exigiria deles o gol. Não apenas a marcação. Não o pontapé. Não o corte. Nem o golpe. E fintaria as desconfianças com a garotada. O Santos que eu conheci jamais pagaria milhões por Damião. Muito menos contrataria qualquer ancião que disputasse com um moleque da base. Não teria retranca o Santos eu conheci.

O Santos que eu conheci é drible. É gol. É título. Não é desarme. Humilhação. Chute nos pés. O Santos que eu aprendi a gostar e admirar era Diego surgindo. Elano improvisando. Leo apoiando. Robinho aprontando. Pedalando. Era Neymar dançando. Ganso achando. Renato lançando. Era o Santos ganhando.

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Não foi esse Santos que entrou em campo em Porto Alegre. Com Jair Ventura treinando.

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