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Róger Guedes foi o grande personagem em Belo Horizonte. Ele é o tema da coluna de hoje. É adorado por uns, mas odiado por outros

Róger Guedes é assim: você ama ou odeia; ou quer ou deseja longe. É difícil encontrar o meio termo, o consenso, a ideia certa e absoluta. Trata-se de um bom jogador. Veloz, finalizador, inteligente com a bola nos pés. Já mostrou talento nos tempos de campeão pelo Palmeiras. Quando entrava no segundo tempo e quando iniciava as partidas. Mas há uma série de 'poréns' na coisa. E são justamente os poréns que - dizem - quase tiraram o jogador precocemente do Galo.

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Róger Guedes foi o destaque na partida do Atlético-MG contra o Corinthians
Bruno Cantini / Atlético
Róger Guedes foi o destaque na partida do Atlético-MG contra o Corinthians

Róger tem o temperamento forte dos craques, mas está longe de ser um deles. Não gosta de ser substituído, faz cara feia, discute com companheiros, reclama com a imprensa e a torcida. É acusado de pouco esforço em algumas ocasiões. O termo 'falta de vontade', aliás, foi muito ouvido nas arquibancadas do Allianz Parque no ano passado. E gols não responderam a favor de Guedes. Nem assistências. Nem lances geniais que poderiam eximir seu comportamento.

Conclusão: foi emprestado ao Atlético. Encantou até certo ponto no começo, mas desencantou porque passou do ponto em outros momentos. Colocava fogo nos jogos ao mesmo tempo em que se queimava. Se driblava em uma jogada, não passava na outra; se poderia dividir a bola na sequência, chutava; se poderia ser companheiro, individualizava. Eis o grande problema de Róger Guedes: achar ser - pelo que parece - o centro das atenções, o astro maior, a peça indispensável. O injustiçado. Ou o gênio incompreendido. Ou a última bolacha do pacote cada vez mais vazio do futebol brasileiro - que anda fraco em relação a bons valores, mas inflacionado e caro no mercado. Contra o Corinthians, no entanto, ele fez dois gols: um anulado, outro anotado. E, com ele, o Galo derrotou o Timão em casa.

Róger Guedes está longe de ser concordância absoluta. O que só fortalece o eterno Nelson Rodrigues: "toda unanimidade é burra". Seja a que vibrou contra o Corinthians, seja a que não quer ver o atacante nem pintado de ouro - ou, no caso, de loiro ouro.

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