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Crônica de hoje fala sobre a classificação do Corinthians no Paulista e o desempenho do atacante Jr Dutra, novamente bem abaixo do esperado

Não namoro, mas quero que, se um dia eu realmente tiver uma namorada, ela tenha um ex feio. É isso mesmo que você leu: feio e chato, para completar. Com os dentes desalinhados, a boca torta, as sobrancelhas juntas e peludo a dar com pau. Que tenha menos cabelo do que eu, mas deixe crescer por seis meses ininterruptamente. E que deixe cultivar os pentelhos do nariz até quase chegar aos lábios. Que juntem com a longa barba.

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Kazim (Corinthians) tem números que não deixam saudades na torcida corintiana
Reprodução
Kazim (Corinthians) tem números que não deixam saudades na torcida corintiana

E que tome banho de dois em dois dias. Gostaria que o chulé fosse a lembrança mais próxima. O chulé e o bafo. E que o bafo seja natural, mas com tons apaixonantes de cebola e alho. Que o desodorante não alivie. Quero que o ex da minha futura  namorada seja chato. Mas não qualquer chato. Sabe aquele que te liga no celular às 2h da manhã, bêbado (e fica ainda mais chato quando bebe), dizendo que vai telefonar no fixo para gastar menos? Então... O que fala alto, cutuca demais e é pegajoso. Quero que o ex da minha nova namorada seja assim: unhas dos pés gigantes e cortantes. Que nojo.

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Mal comparando, meu caro amigo, eu gostaria que ele fosse na vida o que o Kazim é em campo. Quando tivesse uma grande chance, na cara do gol, PUMBA. Chutasse por cima da trave. Ou até furasse, se fosse o caso. Em uma bola enfiada pelo meia, ele disparasse em direção ao arco adversário, mas que o zagueiro tomasse a bola facilmente. Porque ficaria mais fácil para mim: um cronista preguiçoso, sonambulo, baixinho e careca. Seria mais simples substituir o Kazim do que ter de fazer a torcida esquecer o Jô, óbvio. Entrar no lugar do Kazim é meio caminho para o sucesso. Nem precisa confiar muito no próprio taco.

Para Júnior Dutra, reforço no começo de 2018, era a coisa mais fácil do mundo: só colocar o uniforme e dizer que é atacante. Mas, não. O que se viu em Itaquera foi assustador. Dutra fez questão de falhar na mesma proporção de Kazim. E dominar errado como faz Kazim. E driblar o beque para o lado contrário ao evidente, exatamente como repete Kazim. E correr e engolir grama, mas sem rumo e sem comer a bola, idêntico a Kazim. Ambos não tiveram 'culpa' nenhuma na ótima classificação corintiana, na vitória por dois a zero contra o Bragantino. Dutra jogou. Kazim nem entrou em campo.

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Quero a missão de substituir um ex no estilo Kazim. Porque se for para entrar na vaga de um Kaká, por exemplo, a coisa fica feia. E eu, literalmente, também. Por falar nisso: cê tem um cortador de unhas pra emprestar aí, por favor?

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