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Craque brasileiro, que se aposentou em 2018, completou 38 anos na última quarta-feira e foi homenageado pelo mundo. Santos e Palmeiras também vibraram; confira tudo do mundo da bola na coluna de Guilherme Cimatti

O jogo estava no fim. O juiz apitou uma falta bem perto do gol. A França vencia por um a zero: cruzamento de Zidane, gol de Henry. Era 2006. Naquele tempo a minha geração todinha gostaria de ser o Ronaldinho Gaúcho. E foi ele quem segurou a bola pra tentar acertar o gol francês. O camisa 10 já mostrava certa queda de rendimento em relação aos anos anteriores. Mas, mesmo assim, todos nós víamos em Ronaldinho um pouco da nossa juventude, da nossa adolescência, da nossa infância. Ronaldinho cobrou aquela falta. A bola passou por cima da barreira. E, quando ainda acreditávamos que entraria, ela saiu. Subiu demais. Se perdeu.

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Ronaldinho Gaúcho jogou no Barcelona entre 2003 e 2008 e ganhou diversos títulos
Divulgação
Ronaldinho Gaúcho jogou no Barcelona entre 2003 e 2008 e ganhou diversos títulos

Há quem fale que a carreira de Ronaldinho Gaúcho foi como aquele chute. Que chegou a um patamar insustentável antes de se perder. Mas, na verdade, Ronaldinho jamais se perdeu. Não pode ter se desencontrado quem nunca deixou de sorrir. Foi essa a marca do craque nas quatro linhas, marcado por outros que se mostravam bravos, maliciosos, espertalhões. Ronaldinho, não. Reagia até com inocência, imaturidade, leveza. Sorrir naturalmente é desarmar, acalmar, acudir, entender. Em campo, Ronaldinho sorria como se estivesse em um samba: alegre. Fora de campo, sorria batucando e cantando: igualmente alegre. Fez minha geração toda repetir o gesto, rir, vibrar com os dribles. Como ele, com os dentes pra fora.

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Ronaldinho era a finta que ficou com ele e com poucos que estão deixando a bola por causa do tempo. É a dança que a minha geração imaginou em 2006 e chegou a ver em 2002. É a firula que a minha geração quase deixou de ver a partir de 2010. O riso deu lugar a números que nem existem, a cálculos somente, projeções de especialistas. A pontos e resultados que apagaram a reação de um menino quando o craque dribla. Porque apagaram muitos dribles de craques apagados. Sorte que os novos tempos ainda deram pelo menos Neymar ao futebol brasileiro. Neymar: outro que torceu para aquele chute entrar contra os franceses, mas viu a bola de Gaúcho subir e se perder atrás do gol. 

Mesmo depois de errar o chute de falta, em 2006, Ronaldinho sorriu. Naquele dia ironicamente, mas sorriu. Justamente é o sorriso irônico o maior defeito de Neymar.

Paulistão 

Assim como Ronaldinho, Santos e Palmeiras comemoraram nesse 21 de março. O Peixe empatou por zero a zero com o Botafogo de Ribeirão Preto, mas ganhou nos pênaltis e está na semifinal do Campeonato Paulista. O Verde goleou o Novorizontino por cinco a zero. Jogam nessa quinta-feira Corinthians e Bragantino, sendo que o time do interior venceu por três a dois. Só depois desse duelo saberemos quais serão as semifinais do estadual. Meu palpite: Palmeiras x Corinthians; São Paulo x Santos. Veremos.

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Palmeiras bateu o Novorizontino pelo Paulistão
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Palmeiras bateu o Novorizontino pelo Paulistão


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