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Comissário David Stern vê avanço nas negociações, mas acerto parece longe. Novo encontro acontecerá nesta sexta-feira

Jogadores, dirigentes e donos de franquias voltaram a se reunir na tarde desta terça-feira, em Nova York, para negociar o novo acordo coletivo de trabalho da NBA e evitar uma greve geral (locaute). A única decisão tomada durante o encontro de três horas e meia foi a marcação de uma nova reunião, a ser realizada nesta sexta-feira.

O sindicato dos atletas fez a primeira proposta: um acordo de cinco anos com a manutenção do chamado soft cap (que permite a times acima do teto salarial previsto pela liga contratar por meio de exceções) e uma redução de alguns milhares de milhões de dólares nos ordenados de jogadores neste período.

Os donos de franquias fizeram uma contraproposta com duração de dez anos. Nela, seriam destinados pelo menos US$ 2 bilhões (quase R$ 3,2 bilhões) aos ordenados de atletas. Além disso, as exceções salariais estariam garantidas, mas apenas para equipes que não excedessem certo valor não revelado em sua folha salarial.

Embora as duas ofertas tenham sido recusadas, vários dos envolvidos veem avanços nas negociações. “Nós teríamos gostado de ver mais, mas achamos que foi consideravelmente melhor do que tínhamos anteriormente”, afirmou o comissário David Stern, presidente da NBA.

Os avanços nas negociações começaram a ser vistos na última sexta-feira, quando os executivos abriram mão da ideia de acabar com os contratos garantidos . No entanto, um acordo ainda está longe de ser alcançado. “Os dois lados fizeram propostas realistas, mas ainda estamos longe de um acordo”, disse Jeffrey Kessler, advogado do sindicato dos jogadores.

A oferta dos donos de franquias ainda defende o fim da "luxury tax", multa paga pelos times de US$ 1,00 (pouco menos de R$ 1,60) para cada dólar que suas folhas excedem o valor do teto salarial estipulado pela NBA, e, como substituição, os jogadores cederiam cerca de 8% de seus ordenados nos primeiros cinco anos de acordo.

Segundo Adam Silver, vice-comissário da liga, a intenção das equipes da liga é alcançar um nível em que a folha salarial média dos times seria de US$ 62 milhões (R$ 98,5 milhões). Distribuídos entre 15 atletas, máximo que um elenco da NBA pode ter, teríamos uma média de pouco mais de US$4 milhões (R$ 6,3 milhões) por jogador.

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