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Alex diz que pivô não tem lugar no time. Splitter não cita jogador como solução para problemas

Alex disse que Nenê não tem espaço na seleção
AFP
Alex disse que Nenê não tem espaço na seleção
Os jogadores da seleção brasileira masculina de basquete desembarcaram nesta segunda-feira em São Paulo após terem conseguido classificar o país para os jogos olímpicos de 2012 na Copa América de Mar del Plata. E logo na chegada deixaram clara a insatisfação do grupo com o pivô Nenê, do Denver Nuggets, da NBA, que alegou motivos pessoais para não servir à seleção no torneio.

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O armador Alex foi o mais incisivo nas críticas ao jogador. “Estou há 11 anos na seleção e só encontrei o Nenê duas vezes. Por isso acho que para aas Olimpíadas temos de contar com Leandrinho e Varejão, mas acredito que o Nenê não tenha lugar nesse time”.

Leandrinho, que está no Flamengo por conta da greve dos jogadores da NBA, também pediu dispensa usando dos mesmos argumentos de Nenê, mas não teve o mesmo tratamento dos jogadores que levaram o país de volta às Olimpíadas depois de 16 anos. Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, contundido, também foi poupado de críticas.

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Tiago Splitter, do San Antonio Spurs, único jogador da NBA que defendeu o Brasil no pré-olímpico, foi perguntado sobre os problemas que o time teve nos rebotes. E não citou Nenê como solução. O técnico Rúben Magnano disse após o torneio que os rebotes o preocupam

“A presença do Varejão e do Murilo (pivô do São José) ajudaria nossa presença no garrafão, mas os dois se machucaram", disse. Perguntado se Nenê também poderia ser solução, desconversou. "Falei dos dois porque estavam machucados. O Nenê é outro problema", disse Splitter.

Marcelinho Huertas preferiu o discurso politicamente correto e deixou a decisão sobre a utilização ou não de Nenê a cargo da comissão técnica e da CBB. "Eu só tenho que entrar em quadra para jogar. Quem decide quem vai ser convocado é a comissão técnica e a CBB".

Pan-americano sem estrelas
Os jogadores da seleção brasileira também comentaram sobre o Pan-Americano, em outubro, e disseram ser difícil estarem em Guadalajara. Splitter, Rafael Hettsheimer, Huertas e Marquinhos não devem disputar o torneio. Hettsheimer, por exemplo, já viaja no sábado para a Espanha, onde defende o Zaragoza.

Segundo os atletas, Magnano os chamou após o torneio e lhes disse que estão livres para optarem se querem ou não jogar o Pan. Só Guilherme, do Brasília, se colocou à disposição, mas disse que ainda espera ver a tabela do NBB para decidir-se.

Magnano ficou na Argentina. Ele voltará ao país em 15 dias para decidir que time levará para a competição continental. O mais provável é que o país seja representado por um time B, com jogadores mais novos.

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