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Ala encara com naturalidade pedidos de dispensa de Nenê e Leandrinho e acredita que Brasil é favorito a uma das vagas olímpicas

O ala Marquinhos Vieira vestiu a camisa do New Orleans Hornets entre as temporadas de 2006 e 2008. Convocado para defender a seleção brasileira no Pré-Olímpico da Argentina , o jogador do Pinheiros defende os astros da NBA que pediram dispensa do torneio e acha que a performance alcançada no Mundial da Turquia-2010 é suficiente para garantir uma das duas vagas que o campeonato oferece nos Jogos de Londres-2012.

Marquinhos Vieira, ala da seleção brasileira
Divulgação
Marquinhos Vieira, ala da seleção brasileira
"A ausência dos Estados Unidos (os campeões mundiais já estão classificados) no Pré-Olímpico é muito positiva, porque, teoricamente, as seleções mais fortes são eles e a Argentina", afirmou. "Sem desmerecer países como Porto Rico e República Dominicana, se jogarmos o mesmo basquete do Mundial temos grandes chances de conseguir essa vaga".

Sob o comando do técnico Rubén Magnano, vice campeão mundial em 2002 e campeão olímpico em 2004 com a seleção argentina, o Brasil caiu nas oitavas de final do Mundial da Turquia-2010 com uma derrota por 93 a 89 justamente diante dos arquirrivais sul-americanos.

Dos quatro brasileiros da NBA, Tiago Splitter (San Antonio Spurs) será o único no Pré-Olímpico, com início previsto para o próximo dia 30 de agosto. Enquanto Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers) está lesionado , Nenê ( agente livre ) e Leandrinho (Toronto Raptors) se desligaram por motivos particulares.

"Essa fase do meio do ano é muito difícil", disse Marquinhos. "Teoricamente, é o período de férias. Nessa época, alguns times gostam que seus jogadores fiquem treinando nos seus centros (atualmente, a NBA está em greve). Eu encaro com naturalidade (os pedidos de dispensa), porque cada um sabe os seus problemas com o time e de contrato".

Apesar de evitar críticas aos compatriotas, o ala reitera sua posição de servir à seleção. "No meu primeiro ano na NBA, eu não joguei muito e precisava jogar, queria jogar pelo Brasil", lembrou. "Eu, particularmente, sempre vou estar disponível para a seleção. Acho que eles também, embora tenham tido algum problema".

De acordo com Marquinhos, a postura de Nenê e Leandrinho não é assunto entre os atletas que estão concentrados em São Paulo. "Como estamos treinando e fazendo testes, já chegamos no hotel meio quebrados e não temos muito tempo de conversar", disse.

Na Argentina, Emanuel Ginóbili (San Antonio Spurs), Luís Scola (Houston Rockets), Carlos Delfino (Milwaukee Bucks) e Andrés Nocioni (Philadelphia 76ers) serão vetados apenas caso o seguro necessário não seja estabelecido . Até mesmo Fabrício Oberto, que chegou a se aposentar por problemas cardíacos , voltará para o Pré-Olímpico.

Na visão de Marquinhos, porém, os argentinos não podem ser considerados mais dedicados à seleção que os brasileiros. "Cada caso é um caso", afirmou. "Ouvi dizer que o Leandrinho tem problemas de contrato e uma lesão no pulso. Já o Nenê vai ter um filho. Não posso dizer que os argentinos gostam mais de jogar pela seleção do que o Leandrinho e o Nenê".

Marquinhos aprova Larry Taylor

Companheiro de clube do norte-americano Shamell, que há anos tenta se naturalizar para defender o Brasil, Marquinhos aprovou a convocação do armador Larry Taylor , do Bauru, ainda em meio a seu processo de naturalização.

"Não tenho nada contra a convocação do Taylor", disse. "Acompanhei bastante ele nesses três anos em que está aqui no Brasil. Fisicamente, é um jogador que dispensa comentários. Taticamente, também. Se for para ajudar o Brasil, por que não?".

Para o ala, a Argentina, embalada pelos astros da NBA, é a mais cotada no Pré-Olímpico . "É uma geração que, desde 2004, conquista praticamente tudo que disputa", afirmou. "Além disso, eles ainda vão jogar em casa. São os grandes favoritos".