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Triunfo no quinto jogo das finais deixa equipe contente, mas atletas e técnico ressaltam que ainda há trabalho a ser feito

Com a vitória por 112 a 103 na quinta partida das finais contra o Miami Heat , o Dallas Mavericks encontra-se em uma situação inédita, a um triunfo de levantar o troféu Larry O’Brien pela primeira vez. No entanto, o clima no elenco não é de comemoração, mas de que ainda existe caminho a ser percorrido para alcançar o topo.

O armador Jason Kidd, o jogador mais veterano do grupo, admitiu que o time estava contente com a atuação da noite desta quinta-feira, mas ninguém estava realmente comemorando e a consciência geral é de que podem ser ainda mais eficientes.

“Estamos contentes com nosso desempenho, mas sempre há o que melhorar”, disse Kidd. “Defensivamente, no último quarto, nós demos muitas cestas fáceis para eles e chegaram a tomar a liderança”.

Para o ala-pivô Dirk Nowitzki, líder do Mavericks, a dianteira por 3 a 2 no confronto decisivo não é nada a ser comemorado. O alemão, que já esteve em vantagem na final de 2006 e acabou derrotado , pediu atenção e seriedade ao grupo .

O pensamento de Nowitzki é compartilhado pelo ala-armador Jason Terry, único jogador que estava com o astro na decisão de cinco anos atrás. “Leva o primeiro que vencer quatro”, falou. “Nós temos nossa oportunidade na próxima partida. Temos que entrar em quadra, jogar agressivamente e tirar vantagem dessa chance”.

A oportunidade, porém, não é em situações ideais. Por ter perdido uma das três partidas que fez dentro de casa , o Mavericks perdeu a vantagem de mando de quadra conquistada no jogo 2 e vai disputar as duas últimas partidas da série em Miami. A situação não assusta o treinador do Dallas, Rick Carlisle.

“Nós só temos que continuar nosso processo, continuar unidos e defender com vontade, porque eles são grandes jogadores e colocam pressão em nós”, afirmou o comandante. “Vamos atuar jogada a jogada. Tentar vencer cada posse de bola, uma de cada vez. Manter o nosso momento e focados no que é importante sempre ajuda”.

Carlisle, único integrante do grupo com um anel de campeão (conquistado na década de 1980, ainda como jogador), sabe que é preciso autocontrole para conquistar um troféu. “Nós sabemos onde estamos, mas também sabemos o que nos trouxe até aqui e temos que ter certeza de que nos manteremos assim”.

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