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Treinador entende que equipe perdeu a inteligência emocional diante da Sérvia e que não merecia perder do jeito que perdeu

Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira masculina de basquete
SERGIO BARZAGHI / Gazeta Press
Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira masculina de basquete

A caminhada da seleção brasileira masculina no Mundial de basquete deste ano, disputado na Espanha, foi interrompida nas quartas de final. Para quem sonhava com uma medalha, a derrota para a Sérvia pelo placar de 84 a 56 foi um balde de água fria. Apesar do resultado elástico, o técnico Rubén Magnano faz um balanço positivo da campanha. 

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"A equipe mostrou um bom basquete, com uma participação muito boa na primeira fase e vitórias em jogos importantes", analisou Magnano nesta terça-feira, durante o evento organizado pela CBB (Confederação Brasileira de Basketball) em São Paulo para celebrar os 50 anos da conquista do bronze olímpico em Tóquio.

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"Vale lembrar que lutamos em um dos grupos mais difíceis. Depois, cruzamos com a Argentina, rival que havia nos tirado das Olimpíadas e do Mundial anterior. Passamos e pegamos a Sérvia. Acho que o emocional negativo acabou com essa partida em definitivo. Já tínhamos jogado e ganhado deles, mas se era para a gente perder, não era para ser daquele jeito. Disse isso os jogadores no vestiário, por tudo o que fizemos ao longo da competição. Mas aconteceu. São coisas temos de avaliar. Nós nos colocamos em um buraco psicologicamente em um jogo tão decisivo, que nos dava possibilidade de brigar por medalha", completou.

Dois anos antes da sexta colocação no Mundial, a seleção brasileira masculina ficou em quinto lugar nas Olimpíadas de Londres. Para Magnano, as duas campanhas mostram que o país está no caminho certo para voltar a conquistar um lugar no pódio de uma grande competição. Algo que não acontece desde 1978, com o bronze no Mundial das Filipinas.

"Nossa perspectiva é boa. Não estamos muito longe da medalha, não. Precisamos ajustar algumas coisas para dar o passo adiante que nos falta e alcançar a medalha. Mas não estamos longe", avaliou o treinador, antes de alertar: "Se quisermos brigar por isso, não devemos nunca perder a nossa inteligência emocional."

Com Nenê, Brasil venceu a Argentina no Mundial, mas caiu diante da Sérvia
Gaspar Nóbrega/Inovafoto
Com Nenê, Brasil venceu a Argentina no Mundial, mas caiu diante da Sérvia

Incerteza sobre a vaga nas Olimpíadas

O caminho rumo a uma medalha olímpica pode ser mais longa do que Rubén Magnano e a CBB gostariam. Isso porque o Brasil ainda não sabe se tem vaga garantida no torneio de basquete masculino de 2016, apesar de os Jogos terem o Rio de Janeiro como sede. Situação que o treinador julga atrapalhar bastante o planejamento.

"Avaliar hoje o nosso trabalho no futuro é difícil porque infelizmente não temos a certeza de que o Brasil jogará. É muito importante saber disso para montar a nossa programação. Até que isso seja definido, será complicado pensar em algo. Tenho uma reunião no dia 12 com a CBB para definir um plano A, um plano B e entender nossas possibilidades", afirmou Magnano.

Caso não tenha a vaga garantida, o Brasil terá de conquistá-la no Pré-Olímpico das Américas de 2015, que acontecerá no México. Das dez seleções que disputarão a competição, apenas duas irão carimbar o passaporte aos Jogos do Rio de Janeiro de maneira direta. 

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