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Aplaudido pela torcida, pivô desconversa sobre vaias a Nenê em 2013 e recebe elogios do técnico do Cavaliers

Anderson Varejão, pivô do Cleveland Cavaliers
Alexandre Loureiro/ Inovafoto
Anderson Varejão, pivô do Cleveland Cavaliers

Durante a semana, o pivô Anderson Varejão falou bastante da grande expectativa que tinha para jogar com o Cleveland Cavaliers no Brasil. Neste sábado, após a vitória sobre o Miami Heat na prorrogação por 122 a 119, o capixaba de 32 anos não saiu nem um pouco decepcionado.

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"Tive de me controlar para não chorar em algumas situações", disse Varejão, em entrevista coletiva após o duelo. "O ginásio lotado, com o pessoal gritando o meu nome e minha família me vendo. Eu mostrei o meu país ao meu time. Estou muito feliz, foi um dia inesquecível para mim. Vou lembrar para o resto da minha vida", completou.

Os aplausos de Varejão representam um contraste em relação ao que ocorreu em 2013, quando o também pivô Nenê foi vaiado pelo público durante a derrota do Washington Wizards para o Chicago Bulls. Algo que o atleta do Cavaliers não quis se aprofundar muito.

"Não sei o motivo", respondeu ele, ao ser questionado por que imagina que aquilo aconteceu no ano anterior. "Em todos os eventos que participei no Brasil, sempre fui bem recebido. Posso falar apenas por mim. Eu não estava aqui, soube que parte da torcida vaiou. Mas são águas passadas. Nenê fez ótimo trabalho na seleção brasileira e foi aplaudido no amistoso que fizemos aqui no Rio. Acredito que está tudo resolvido."

Varejão também desconversou sobre a impressão de que a maioria do público no ginásio torceu para o Heat. "Sabemos que há muitos brasileiros que vivem em Miami e que se trata de uma cidade bem próxima à gente", declarou.

Na partida deste sábado, Varejão teve 14 pontos e três rebotes em cerca de 20 minutos de ação em quadra. Pelo desempenho e também por tudo o que vem demonstrando no trabalho do dia a dia no Cavaliers, o pivô foi bastante elogiado pelo técnico da equipe, David Blatt.

"Que grande jogador ele é", disse o treinador após o jogo. "Pareceu se sentir muito em casa mesmo. É ótimo tê-lo com a gente e ótimo para o Brasil ter uma pessoa tão especial, com um grande espírito esportivo", finalizou.

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