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Ala-pivô julga difícil mudar de time antes do amistoso no Rio de Janeiro e se coloca à disposição da seleção para o Mundial

Varejão acredita que jogará amistoso no Rio de Janeiro
Getty Images
Varejão acredita que jogará amistoso no Rio de Janeiro

Um dos brasileiros de carreira mais sólida na NBA, o ala-pivô Anderson Varejão não esconde a ansiedade pela chegada do dia 11 de outubro. É para esta data que está marcado o jogo entre o Cleveland Cavaliers, time que defende desde que iniciou a trajetória nos EUA, e o Miami Heat, que busca nesta temporada o tricampeonato. A animação com a partida é tão grande que não é abalada nem com a possibilidade de mudar de ares no meio do caminho.

O atual contrato com o Cavaliers rende a Varejão US$ 9,1 milhões nesta temporada. Na próxima, o salário poderá subir para US$ 9,8 milhões, mas isso apenas se a franquia permitir. Isso porque existe uma cláusula no acordo com o brasileiro que a permite encerrar o vínculo já ao final deste campeonato e o transformar em agente livre a partir do mês de julho. Neste caso, Varejão estaria disponível no mercado para assinar com outra equipe e encerraria sua passagem de uma década por Cleveland.

"Não tenho controle sobre a situação, mas provavelmente estarei com o Cavaliers no Brasil", disse Varejão, que participou de uma teleconferência com jornalistas brasileiros nesta sexta-feira. "Não cheguei nem a pensar no contrário. Seria muito difícil acontecer alguma coisa (mudança de time) comigo antes do amistoso de outubro. Essa possibilidade de sair não me preocupa, não", completou.

Varejão não é o único ponto de interrogação no amistoso do Rio de Janeiro. Estrelas do Miami Heat, LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh também têm futuro indefinido, já que possuem uma cláusula em seus respectivos contratos que os permitem virar agentes livres ao final da atual temporada.

Companheiro de LeBron no Cavaliers até 2010, quando o ala resolveu se transferir para Miami, Varejão disse que o ex-colega de time sempre demonstrou muita curiosidade em conhecer o Brasil. Hoje, ele torce para que isso aconteça -- especialmente se o astro vier ao país vestindo novamente o uniforme da equipe de Cleveland.

"Não sei o que vai acontecer com o LeBron. Ele seria muito bem-vindo aqui (no Cavaliers). É alguém com quem eu aprendi muito e que é um dos melhores do mundo. Qualquer equipe gostaria de tê-lo à disposição", afirmou Varejão, que também contou um pouco mais sobre como o astro é fora das quadras.

"LeBron é uma pessoa muito amiga, que ajuda a família. É muito bom. Aprendi muito com ele enquanto jogamos juntos. É um cara especial e alguém com quem pode-se contar sempre, além de um grande pai de família", comentou o brasileiro.

A volta de LeBron a Cleveland é uma ideia que agrada Varejão, mas o importante mesmo para ele é conseguir estar em quadra no amistoso do dia 11 de outubro. Parte da ansiedade se dá pela expectativa de sentir o calor do público, e nem mesmo as vaias a Nenê e Leandrinho na edição de 2013 parecem ameaçá-lo.

"Sempre contei com o carinho por parte do público brasileiro e fui bem recebido em outros eventos que fiz com a NBA no país. Não estou preocupado. Quero é ver o ginásio lotado", declarou Varejão.

Mundial

O jogo da NBA no Brasil não foi o único assunto sobre o qual Varejão falou. O ala-pivô também foi questionado sobre o encontro que terá no sábado com Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira masculina de basquete, e sobre a sua participação no Mundial, que acontecerá na Espanha entre os meses e agosto e setembro.

"Estou à disposição da seleção brasileira, quero jogar", esclareceu Varejão, que desfalcou a seleção na Copa América de 2013, na qual o Brasil foi eliminado ainda na primeira fase ao perder todos os jogos que disputou. "Provavelmente conversarei sobre como será a preparação. Eu estou dentro. Estou animado", completou o ala-pivô.

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