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Arnon de Mello lamenta falha na infraestrutura do Rio de Janeiro, mas elogia organização e afirma que o país está 'em um bom caminho' para receber novo jogo da liga

A HSBC Arena, no Rio de Janeiro, foi palco da primeira partida da NBA a ser disputada no Brasil. Neste sábado, o Chicago Bulls venceu o Washington Wizards por 83 a 81 diante de um público de 13.635 pessoas no ginásio carioca. De acordo com Arnon de Mello, diretor executivo da liga no país, são boas as chances de a experiência acontecer novamente em 2014.

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"Estamos no bom caminho para garantir um jogo no ano que vem", disse Arnon. "O mais importante foi conseguir levar a mensagem da NBA. O jogo marcou bastante, foi o grande coroamento da semana. Mas teve também o Dia do Fã, com participação de crianças de escolas públicas, e a visita do Nenê ao Complexo do Alemão. Isso tudo só deixa boas memórias."

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Apesar de os dirigentes e ex-jogadores que estiveram no Rio de Janeiro ainda não terem avaliado o evento, Arnon está otimista. "O chefe saiu sorrindo, então acho que é um bom sinal", afirmou o dirigente brasileiro, referindo-se a Adam Silver, novo comissário da NBA. "Ele ficou até o fim e gostou muito."

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Mas não foi tudo que deu certo nesta experiência, e o próprio Arnon reconhece isso. No início do jogo deste sábado, boa parte do público ainda não estava no ginásio. Os lugares vazios eram visíveis, mas depois foram devidamente ocupados pelos torcedores que se atrasaram por causa do intenso trânsito em volta do local.

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Por isso, quando foi perguntado sobre qual o principal problema a ser resolvido para uma possível segunda partida da NBA no Brasil, ele respondeu de forma imediata. "A infraestrutura. Esse é o aprendizado que fica para outros grandes eventos esportivos. Tudo vai passar por essa falha no transporte, que atrapalha muito. Mas acredito que até lá as coisas vão melhorar bastante. Nós da NBA controlamos bem o que acontece do portão para dentro. Mas, do lado de fora, não tem muito como a gente influenciar", declarou.

Foto aérea da obra do Allianz Parque, novo estádio do Palmeiras
Divulgação
Foto aérea da obra do Allianz Parque, novo estádio do Palmeiras

Casa palmeirense
Se de fato uma nova partida da NBA for confirmada no Brasil no futuro, a HSBC Arena sai na frente mais uma vez como favorita a recebê-la. "É hoje o ginásio mais preparado do país, que nos dá condições de fazer o espetáculo que fizemos e trazer essa experiência da liga ao país" disse Arnon.

Os elogios ao ginásio do Rio de Janeiro não impedem que outras opções sejam estudadas. Novas cidades dentro do país podem entrar na rota da NBA. Desde que tenham locais preparados para sediar o evento, sem a necessidade de se fazer uma grande reforma. Uma alternativa que pode se tornar cada vez mais interessante aos olhos da principal liga de basquete do mundo, depois que tiver as obras concluídas, é o Aliianz Parque, nova casa do Palmeiras.

"Já visitamos lá e estudamos essa possibilidade", afirmou o diretor executivo da NBA no Brasil. "Seria ótimo poder ir para São Paulo. As obras lá não terminaram ainda, precisamos ver como vão fechar o anfiteatro. Certamente não seria nada a céu aberto, algo que não vai mais acontecer na NBA. Mas se conseguirem fechar, é bem possível que a gente leve um jogo para lá", concluiu.

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