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Técnico do time paulista na disputa da Copa Intercontinental deste ano contra o Olympiacos, Cláudio Mortari era o comandante do Sírio na conquista de 34 anos atrás

Cláudio Mortari, técnico do Pinheiros
Divulgação/LNB
Cláudio Mortari, técnico do Pinheiros

O mesmo técnico que comandou o Sírio ao título da Copa Intercontinental de basquete de 1979 estará à frente do Pinheiros na edição deste ano, a primeira após um intervalo de 17 anos. Nesta quinta-feira, em entrevista coletiva realizada em São Paulo, na sede do clube em que trabalha, Cláudio Mortari mostrou estar ciente da força que tem o Olympiacos, time grego que venceu a última Euroliga. Não faltaram elogios do treinador ao adversário da competição, que acontecerá em Barueri (São Paulo), nos dias 4 e 6 de outubro. Mas a conquista de 34 anos atrás o deixa convicto de que é possível superar os europeus.

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"Sabemos da dificuldade que teremos, vamos fazer uma preparação muito forte", disse Mortari. "Só o campeonato que eles conquistaram e o grau de profissionalismo da liga que disputam já mostram a força deles. Mas o jogo são cinco contra cinco. Vamos trabalhar para diminuir a diferença de erros e acertos. Não tenho dúvidas de que podemos encarar os europeus de igual para igual, assim como fizemos em 1979", completou.

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O time comandado por Mortari no Intercontinental de 1979 contava com alguns nomes que viriam a constar entre os principais jogadores da história do basquete nacional. Atletas como Oscar Schmidt, Marcel, Marquinhos, Marcelo Vido, Carioquinha e Eduardo Agra, todos com passagem pela seleção brasileira. Na disputa do título, realizada no Ginásio do Ibirapuera, o Sírio venceu o Bosna Sarajevo, que pertencia à antiga Iugoslávia.

Questionado se o Pinheiros de hoje está no mesmo nível do Sírio de 1979, Mortari preferiu se esquivar. "É complicado comparar. O jogo de 1979 me emociona até hoje quando eu vejo. Aquela equipe do Bosna era base da seleção da Iugoslávia, que acabou nos dando o troco e venceu o Brasil nas Olimpíadas de 1980. Hoje, o Olympiacos tem cinco norte-americanos. As equipes se tornaram mais internacionais. O mundo ficou muito pequeno", respondeu.

Segundo o treinador, o acompanhamento do rival grego já está sendo feito. "A equipe deles está fazendo trocas no elenco e se reforçando, mas nós temos um controle diário disso. Estamos aguardando o início da temporada deles para colhermos informações mais detalhadas", declarou o comandante do Pinheiros.

Shamell: ala foi eleito o MVP da Liga das Américas
Divulgação/LNB
Shamell: ala foi eleito o MVP da Liga das Américas

A confiança de que é possível superar o campeão europeu parece passar de Mortari para os atletas. Eleito o MVP (melhor jogador) da Liga das Américas, o ala Shamell lembrou do que aconteceu na competição que deu ao Pinheiros o direito de disputar o Intercontinental para justificar seu otimismo.

"Nosso time é mais fraco que o do Olympiacos, mas isso não importa. Na quadra, são cinco contra cinco. Na última temporada, ninguém acreditava na gente. E nós conquistamos a Liga das Américas ao vencer o Lanús (da Argentina), que ainda não tinha perdido de nenhum brasileiro. O jogo será difícil, mas ganha quem fizer mais cestas", comentou o ala.

Contratações especiais
Mortari não descartou a possibilidade de o Pinheiros fazer contratações apenas para a disputa da Copa Intercontinental. João Fernando Rossi, diretor de esportes do clube paulistano, não só confirmou o que disse o técnico como admitiu que já existem negociações em andamento. Porém, fez algumas ressalvas.

"Vai depender muito das conversas entre todos. Nosso time está muito bem montado, cujo todos os jogadores sabem atuar em alto nível. Eu acho que nós estamos preparados, mas vai depender da comissão técnica", afirmou Rossi.

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